Os impactos ambientais provocados pela expansão do turismo ecológico em Manaus são acompanhados de perto pelo Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ainda que essa atribuição seja mais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas).
Nos últimos anos, a capital ganhou grandes investimentos em hotéis de selva, que incrementaram as atividades no setor em pelo menos 30%. E essa expansão é atribuída, obviamente, à rica biodiversidade e ao esplendor da fauna e flora amazônicas, que atraem cada vez mais turistas, ávidos por contemplar e conhecer de perto a Amazônia.
Mesmo aumentando a receita do Amazonas com a entrada de mais capital (leia-se dólares e euros, moedas fortes, principalmente), toda essa atividade gera, sem dúvida, um grande impacto ambiental. E as estimativas é que o turismo com o aproveitamento desse potencial tenha movimentado pelo menos US$ 20 milhões nos últimos três anos no Estado, principalmente em Manaus.
Para minimizar a situação, os órgãos ambientais estabeleceram regras que exigem um minucioso estudo de impacto, tanto ambiental como econômico, para as empresas interessadas em investir no setor.
“O projeto para a implantação de um hotel de selva exige todo um planejamento estratégico de ação, que avalia desde a questão do impacto no ambiente à geração de empregos, enfim, os benefícios que essa atividade vai proporcionar ao meio ambiente e também à população de uma determinada região”, explica o superintendente regional do Ibama, Mário Lúcio Reis.
Segundo o superintendente do Ibama, todo e qualquer empreendimento voltado para o turismo ecológico precisa antes passar pelo crivo do Ipaam para receber a licença ambiental, desde que o projeto seja aprovado.
“Como órgão federal, o Ibama apenas faz o monitoramento das áreas onde estão instalados os hotéis de selva, mas a grande atribuição é mesmo do Ipaam e somente o órgão pode conceder a licença aos projetos”, diz Mário Lúcio Reis.
Por ferir a legislação ambiental, alguns hotéis de selva próximos a Manaus e outros em municípios do interior foram embargados e receberam pesadas multas. Por isso, não basta apenas definir as ações no projeto, mas também é necessário colocá-las em prática. “A fiscalização checa todos esses procedimentos, se realmente as empresas cumprem o que determina a legislação”, diz o superintendente do Ibama.
A expectativa é que o turismo ecológico no Amazonas tenha um incremento de aproximadamente 50% nos próximos cinco anos. Para isso, o Governo do Estado promete como incentivos a redução da sobrecarga tributária e apoio técnico (como referencial para estudos de impactos ambientais) para as atividades sustentáveis – isto é, que não agridam o meio ambiente e gerem ao mesmo tempo mais empregos e renda.
Turismo ecológico é opção para desenvolvimento sustentável
Em: 6 de junho de 2010
Os impactos ambientais provocados pela expansão do turismo ecológico em Manaus são acompanhados de perto pelo Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ainda que essa atribuição seja mais do Ipaam
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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