Turismo pedagógico conquista mercado

Em: 12 de agosto de 2008
O grupo Peraltas tem programas temáticos para atender às necessidades educacionais das escolas que têm em seus programa viagens educativas
O grupo Peraltas tem programas temáticos para atender às necessidades educacionais das escolas que têm em seus programa viagens educativas

Já foi o tempo que aprender significava exclusivamente sentar em um banco da escola. Com a modernidade da atualidade, o ensino é muito mais dinâmico e inclui atividades diferenciadas como informática e aulas vivenciais fora das escolas.
O próprio Ministério da Educação reconhece e estimula, através dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) a interação do aluno com o meio ambiente, de forma a construir uma experiência prática insubstituível para seu aprendizado. Segundo a Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais (página 71), do Ministério da Educação e Cultura, “a realidade torna-se conhecida quando se interage com ela, modificando-a física e/ou mentalmente. A atividade de interação permite interpretar a realidade e construir significados, permite também construir novas possibilidades de ação e de conhecimento. A aprendizagem de conceitos se dá por aproximações sucessivas. Para aprender sobre digestão, subtração ou qualquer outro objeto de conhecimento, o aluno precisa adquirir informações, vivenciar situações em que esses conceitos estejam em jogo”.
Assim, as viagens pedagógicas são ferramentas que auxiliam na formação completa do aluno. “Os programas trabalham em três níveis. O ‘Sócio Recreativo’, que busca através de atividades recreativas de acampamento, objetivos sociais como, integração, responsabilidade, convívio em grupo, direitos e deveres, entre outros. O ‘Social Cognitivo’, além dos objetivos anteriores, acrescenta ao programa atividades que atendem ao conteúdo da série do aluno. Faz muito sucesso, por integrar estudo e lazer, atendendo às necessidades cognitivas de forma prazerosa e interessante ao aluno. Mas, há também o nível que é apenas ‘Cognitivo’, que incluem atividades de estudo, sem recreação”, explicou a diretora do Grupo Peraltas, Marilia Rabello.
As viagens sociais recreativas normalmente são feitas pela educação infantil e ensino fundamental 1 e 2. São três dias de acampamento com atividades recreativas e dinâmicas de quartos e equipes, onde os alunos irão aumentar seus laços de amizade, desenvolver sua capacidade de relacionamento, o trabalho em grupo, sua responsabilidade com pertences e atitudes. “É um exercício de independência de forma alegre, divertida e sadia, sempre supervisionada e segura. Buscamos, assim, contribuir para uma melhor formação humana do aluno, através de atividades agradáveis e emocionantes”, contou Marilia.
“Nos programas cognitivos há assuntos como geologia, formação do sistema solar, com atividades na Fundação CEU; visita ao laticínio, onde os alunos poderão observar e verificar como o processo de transformação do leite; fazenda histórica de café, que vivencia, observa e analisa o que foi a época do café, o trabalho escravo e a colonização, os seres vivos e importância do planeta Terra, onde as crianças e adolescentes poderão ter contato direto com pequenos animais e, através de uma viagem intergaláctica, os alunos vão poder entender a importância do nosso planeta e seres vivos; usina de cana-de-açúcar e o trabalho de bóia-fria, que permitirá um contato direto com esses trabalhadores para conferir o quanto são importantes para as usinas de cana-de-açúcar”, detalhou Rabello.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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