Turistas de um dia lotam as praias do litoral de São Paulo

Em: 5 de janeiro de 2009
Eles têm pouco dinheiro, mas muita disposição. Acordam bem cedo, pegam a estrada e voltam à noite para a casa. São os chamados turistas de um dia, ou farofeiros mesmo
Eles têm pouco dinheiro, mas muita disposição. Acordam bem cedo, pegam a estrada e voltam à noite para a casa. São os chamados turistas de um dia, ou farofeiros mesmo

Eles têm pouco dinheiro, mas muita disposição. Acordam bem cedo, pegam a estrada e voltam à noite para a casa. São os chamados turistas de um dia, ou farofeiros mesmo.
Agora no verão, é fácil identificá-los nas praias paulistas. Carregam além do guarda-sol, muita comida. São isopores, frasqueiras e sacolas com salgadinhos, frangos, tortas, espetinhos e bebidas para adultos e crianças.
Geralmente, saem de madrugada do interior de São Paulo ou da capital para as praias. Vão de carro, ônibus ou van mesmo. E o que não faltam são opções.
Em Perequeaçu, praia de Ubatuba, no Litoral Norte, há até uma estrutura com banheiros (equipados com chuveiros), guarda-volumes e área de lazer para os farofeiros. Tudo para o turismo de apenas um dia.

Taxas abusivas

Só é preciso ter atenção. Em algumas cidades, as taxas para a entrada dos ônibus são bem altas. Em Ilhabela, paga-se mais de R$ 1 mil. Em São Vicente, o “pedágio” é de R$ 2.800.
Em certos casos, basta comprovar a reserva em uma pousada. Não importa. O que vale é passar o dia na praia. E levar para a areia a comidinha de casa.
Nessa época, a rodoviária do Tietê, na Zona Norte de São Paulo, fica lotada de turistas de um dia. Para eles, vale ir para a praia nem que seja para ficar poucas horinhas.
Em Campinas, a 95 quilômetros da capital, um grupo saiu de ônibus de madrugada e percorreu 190 quilômetros até a praia de Santos, no Litoral Sul.
Na volta, hora de pensar na próxima viagem. O dinheiro pode ser curto, mas a alegria é muito grande.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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