A 60 dias do início das transmissões de televisão com sinal digital, o sistema brasileiro não está preparado para ser mais do que uma imagem com qualidade de DVD. Os recursos que tornam o modelo brasileiro o “melhor do mundo”, segundo a indústria do setor, não vão chegar às casas da Grande São Paulo no dia 2 de dezembro.
O padrão japonês foi escolhido, segundo o presidente da Eletros (associação da indústria eletroeletrônica), Lourival Kiçula, por permitir interatividade, mobilidade e portabilidade. O espectador pode enviar informações, comprar pela TV ou assisti-la em carros ou pelo celular, por exemplo.
Mas a plataforma que permitirá a interatividade -o software Ginga- e as negociações com operadoras de telefonia para a conexão e a transmissão móvel não foram concluídas nem têm data para começar.
“Isso (lançamento com tecnologia parcial) não é interessante para o consumidor”, diz Daniel Kawano, analista de produto da Panasonic. Para ele, há mais chances de comprar um produto e logo ter de trocá-lo para receber outros recursos.
A partir do dia 2 de dezembro, o espectador poderá, por exemplo, ver a escalação dos jogos e informações sobre a programação -a chamada interatividade remota-, por ser a base de informações enviadas pela emissora. Já comprar pela TV está descartado porque depende de conexão.






