UE confirma novas propostas grega

Em: 10 de junho de 2015
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UE confirmou que recebeu propostas da Grecia para resolver impasse com credores

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, confirmou nesta terça-feira que recebeu novas propostas do governo grego para resolver o impasse sobre a situação financeira do país e disse que, agora, os credores internacionais precisam de tempo para estudá-las. “As três instituições (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) estão avaliando estas sugestões com diligência e cuidado”, disse Margaritis Schinas, um porta-voz para o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
De acordo com outras duas autoridades europeias, as propostas da Grécia incluem um aumento da meta de superavit primário (economia do setor público para pagamento de juros da dívida), para 0,75% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015, 1,75% em 2016 e 2,5% em 2017. Segundo as autoridades, esses níveis são inferiores aos pedidos pelos credores, mas superiores aos que foram propostos inicialmente pelos gregos.
O documento também prevê o aumento das receitas do imposto sobre o valor acrescentado em relação à proposta inicial, disseram as autoridades, estimando que a receita do imposto deve chegar a 1,36 bilhão de euros em 2016. Os credores, no entanto, pedem uma mudança que gere arrecadação de 1,8 bilhão de euros, ou cerca de 1% do PIB.
As autoridades foram cautelosas sobre se a nova proposta da Grécia poderia formar a base para um acordo. Um deles disse que ainda faltavam pormenores sobre outras questões importantes em que os dois lados não concordam, incluindo revisões no mercado de trabalho. Além disso, esta segunda proposta sugere uma “migração” da dívida grega, atualmente detida por bancos da zona do euro, a “outras partes”, incluindo o fundo de resgate da região, o Mecanismo Europeu de Estabilidade.
Alexis Tsipras, o primeiro-ministro da Grécia, estará em Bruxelas na quarta-feira para uma reunião de líderes da UE e da América Latina. Schinas, o porta-voz de Juncker, afirmou que não está claro se haverá um encontro entre Juncker e Tsipras e outros altos funcionários das instituições.
Na segunda-feira, o The Wall Street Journal informou que a Grécia e seus credores discutem uma extensão do programa de ajuda financeira até o fim de março de 2016, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões. Porém, desentendimentos sobre as condições enfraquecem as negociações.

FMI
Uma graduada autoridade do FMI (Fundo Monetário Internacional) sinalizou nesta terça-feira que poderia ser liberada a próxima parcela da ajuda à Ucrânia, apesar do impasse nas conversas sobre a reestruturação da dívida do país.
Anteriormente, funcionários do FMI haviam dito que era crucial para Kiev chegar a um acordo de reestruturação com seus credores, que asseguraria US$ 15 bilhões em alívio da dívida, antes de o Fundo liberar a próxima parcela de empréstimo, de US$ 1,7 bilhão.
As conversas, porém, evoluíram pouco. O Ministério das Finanças ucraniano disse na sexta-feira que a proposta dos credores era inaceitável, encorajando-os a “remover barreiras artificiais e contraproducentes ao diálogo mais construtivo”. O governo de Kiev, por sua vez, disse que consideraria uma moratória nos pagamentos aos credores, caso não houvesse acordo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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