UFAM é alvo de operação da PF

Em: 8 de maio de 2013
Reitoria informou que disponibilizou documentação e informações para o cumprimento dos mandados
Reitoria informou que disponibilizou documentação e informações para o cumprimento dos mandados

Três quadrilhas que agiam em órgãos federais foram desmanteladas em Manaus, Parintins e Porto Velho (RO), na manhã de terça-feira (7), durante operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB). Desde 2007 essas quadrilhas são alvos da apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, fraudes em licitação, peculato, crimes contra a ordem econômica, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, dentre outros, segundo declaração da PFA.
A Operação Martelo visa combater a corrupção e o desvio no erário que superam R$ 40 milhões em fraudes licitatórias e contratos públicos. A PFA citou quatro órgãos federais dados como vítimas de servidores corruptos agindo em nome da Funasa, Ifam, Ufam e Ifro.
Para a realização da Operação foi empregado um contingente aproximado de 150 policiais federais, 16 servidores da CGU e 20 servidores da SRFB. O inquérito policial tramita em segredo de justiça, instaurado em 2007.
Com foco na realização da operação o superintende regional da PF, Sérgio Fontes informou durante coletiva realizada na sede da instituição, que se trata de um processo árduo, conjunto e difícil, por contar com um efetivo reduzido disponível no Amazonas. “Essa operação tinha um grau de complexidade muito grande contra um efetivo muito pequeno. Mas nós juntos conseguimos realizar um trabalho que considero um trabalho bem feito”, garante Fontes.
Saldo da operação
Em Manaus foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, dos quais seis em desfavor de empresários, um em desfavor de uma servidora pública, além de duas prisões de indivíduos por posse de armas de fogo. Também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, 19 mandados de afastamento de servidores públicos de suas funções, 19 mandados de sequestro de bens móveis, 3 mandados de sequestro de bens imóveis, e medidas cautelares previstas nos Arts. 319 e 320 do Código de Processo Penal. Em Parintins e Porto Velho (RO) foram deflagrados mandados de busca.
Para o superintendente da PF, as fraudes foram coibidas e não se repetirão. “Essas fraudes não ocorrerão mais e nós iniciamos uma jornada de recomposição do dano causado ao erário”, explicou Fontes.
O delegado da PF, Márcio Mágno garante que essa etapa foi concluída com êxito. A equipe conseguiu angariar inúmeras provas que os agentes sabiam existir. “Agora nós vamos juntar todas as provas obtidas ao longo da operação e depois vamos concluir o inquérito para encaminhar para a Justiça e para o Ministério Público”, informou Mágno.
A origem
O nome da Operação, dita, Martelo, faz alusão ao instrumento mais utilizado em licitações públicas por leiloeiros e pregoeiros, devido aos crimes objeto da investigação serem cometidos durante processos públicos licitatórios contra órgãos federais acima de quaisquer suspeitas.
A Reitoria da Ufam informou em nota que todas as medidas cabíveis foram tomadas para que a Administração Superior cumprisse o dever de agir com transparência, disponibilizando a documentação e demais informações para o cumprimento dos mandados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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