Ufam realiza workshop para ­discutir saberes indígenas

Em: 12 de maio de 2009
O Workshop “Nas trilhas e redes do saber: universidade e educação superior indígena” acontece no período de primeiro a 5 de junho no ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras) da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus
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O Workshop “Nas trilhas e redes do saber: universidade e educação superior indígena” acontece no período de primeiro a 5 de junho no ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras) da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus

O Workshop “Nas trilhas e redes do saber: universidade e educação superior indígena” acontece no período de primeiro a 5 de junho no ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras) da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus.
Coordenado pelo Laboratório de Geografia Humana, do Departamento de Antropologia da Ufam o workshop tem o objetivo de discutir e promover a troca de experiências e informações da educação superior indígena contando com o apoio do Parev (Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas) da Fapeam Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), que destinou recursos da ordem de R$ 29,804 mil para a realização do evento.
De acordo com a coordenadora do workshop, Ivani Faria, este é o primeiro evento organizado por uma universidade em parceria com organizações indígenas e indigenistas, a discutir de forma ampla, políticas, processos e práticas pedagógicas do ensino superior indígena no país. Entre os objetivos do evento está a reflexão sobre os parâmetros e propostas sociopolítico-educacionais da Educação Superior Indígena e a indicação de perspectivas de desenvolvimento, difusão e apropriação do saber indígena pelas comunidades.
Segundo a coordenação do workshop, as discussões vão abordar o ensino superior indígena no Brasil e em alguns países da América Latina, assim como suas práticas políticas pedagógicas a partir das experiências dos próprios indígenas. “Isso vai permitir uma maior integração entre os envolvidos e uma forma de avaliar os caminhos trilhados pelos cursos superiores no Brasil e, ao mesmo tempo, proporcionar que os agentes envolvidos, universidades e indígenas, tracem cenários futuros para a educação superior e para uma Universidade Indígena no Brasil”, destaca Ivani.
O público-alvo do evento são as lideranças tradicionais e sabedores indígenas, organizações indígenas, instituições indigenistas, universidades indígenas, universidades e centro tecnológicos, profissionais em educação indígena e indigenistas. Ivani informou ainda que, durante o evento, serão realizadas apresentações orais, GTs (Grupos de Trabalho) e mesas redondas. Os trabalhos vão ser apresentados em português, espanhol e em línguas indígenas.
Na avaliação do professor Gilvan Muller de Oliveira, que faz parte da coordenação do workshop, políticas públicas democráticas precisam de informação e debate qualificados. Dessa forma, segundo ele, este workshop colocará em contato vários gestores da educação escolar indígena bilíngue e intercultural que precisam pensar o que é a educação superior indígena.
“É um evento original e necessário, ainda mais por aproximar experiência de vários países, com tradições pedagógicas e universitárias diferentes. Espero, nesse sentido, avanços na concepção de novos cursos e avanços na gestão dos mesmos. Trata-se, portanto, da geração de um conhecimento novo”, frisou Oliveira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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