Um perigo que ronda a unidade nacional

Em: 10 de abril de 2013
O Brasil é um país único, onde convivem pacificamente várias etnias e “tribos”. Há espaço para todos. Ultimamente, entretanto,
O Brasil é um país único, onde convivem pacificamente várias etnias e “tribos”. Há espaço para todos. Ultimamente, entretanto,

O Brasil é um país único, onde convivem pacificamente várias etnias e “tribos”. Há espaço para todos. Ultimamente, entretanto, um fenômeno ameaça esta unidade eclética tão propalada mundo afora. Trata-se da disputa entre grupos que representam o chamado movimento GLBT e outros ligados a entidades religiosas, especialmente evangélicas, em torno dos direitos dos homossexuais.
A polêmica começou quando parlamentares evangélicos começaram a questionar pontos do projeto de lei 122, que ficou conhecida como Lei da Homofobia. Entendiam que poderiam ser enquadrados em crimes caso se manifestassem publicamente sobre temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a própria homossexualidade, tratada nas igrejas como pecado ou problema de saúde pública.
Nesse momento, os dois grupos que mais cresceram nos últimos tempos no Brasil empreendem uma guerra barulhenta em torno de assuntos tratados pela sociedade como tabu, a exemplo do próprio casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A corda já esticou muito entre os dois lados, a ponto de provocar episódios como os protestos contra a escolha do deputado Marcos Feliciano, pastor evangélico, para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Afora os posicionamentos questionáveis do parlamentar, existe aí um radicalismo crescente em ambas as partes, que é perigoso para a unidade nacional.
É preciso que vozes sensatas, sem comprometimento com nenhuma das duas causas, comecem a se manifestar e dominem o cenário, sob pena de assistirmos, pela primeira vez na história do país, um conflito ideológico sem precedentes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar