O governo estadual concluiu ontem os procedimentos necessários para lançar o edital de venda, por meio de leilão na bolsa de valores, de 51% de ações ordinárias (que dão direito a voto) e 17% das ações preferenciais (partilha de lucros e dividendos) da Cigás. O grupo formado pelo escritório Saad Advogados, Concremat Engenharia e Banco Pactual BTG, apresentou um estudo mostrando a situação atual da empresa e estimou em R$ 200 milhões o valor mínimo que o Estado deve cobrar. A concorrência deve ser grande. Afinal, que grande grupo não vai querer uma empresa jovem, muito enxuta e com poucos passivos, que controla reservas de gás próprias (11,3% das reservas nacionais), com potencial de 2,8 milhões/m³/dia para ampliação de vendas e que faturou R$ 1,232 bilhão em 2012? Isso decorre da comercialização de 2,6 milhões/m³/dia, de um volume contratado de 5,5 milhões/m³/dia junto à Petrobras. Mesmo tendo começado a operar há apenas três anos, a Cigás é hoje a 11ª no país em volume comercializado, apesar de ser a mais nova dentre as 27 distribuidoras de gás nacionais. Um butim e tanto.
PREVISÃO
O governo terá de cumprir o prazo de 15 dias úteis entre a última audiência pública, realizada ontem, e a publicação do edital de venda, mas acredita que até o final deste ano ou no início de 2014 o processo todo estará concluído. Vale lembrar o potencial que estará à disposição dos interessados no leilão: a Cigás investiu R$ 150 milhões em sua rede e tem um crescimento acumulado de 284,2% ao ano, além de deter a concessão para exploração do gás por 30 anos.
DRAMA
A situação dos lojistas do Cecomiz não é nada animadora, quatro anos após o incêndio que destruiu o bloco B do shopping Cecomiz. Os que perderam as lojas não enxergam no horizonte a chance de reconstruí-las e os que operam no bloco A alegam situação pré-falimentar. A Associação dos Lojistas ainda convive com uma dívida de R$ 1 milhão com a Suframa, que entrou com uma ação para retomar o imóvel. O problema agora está na Justiça Federal.
ACORDO
A dívida da Alomiz pode ser parcelada em dez ou 13 anos, mas a negociação tem que ser aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Hoje, 33 lojistas ainda mantém atividade comercial no local, uma vez que a maior parte dos empresários –mais de 60 –teve as lojas destruídas pelo incêndio. O deputado Marcos Rotta (PMDB), que comprou a briga, sugeriu à Suframa que faça a doação de um novo terreno aos lojistas, onde seria construído um novo shopping.
PRESTÍGIO
Se tem um secretário prestigiado na administração Arthur Neto, este é o do Centro, Rafael Assayag. A Câmara Municipal aprovou ontem projeto que autoriza o Poder Executivo a abrir crédito adicional especial no valor de R$ 7,7 milhões, no Orçamento Fiscal do Município, para a criação dos programas de trabalho da Secretaria Municipal do Centro. Não é para qualquer um.
TAMBAQUI
O Globo Rural, programa da Rede Globo que trata de temas relacionados ao setor primário, informou o que já se desconfiava há tempos: Rondônia está muito à frente do Amazonas na pesca, criação em cativeiro e comercialização de tambaqui. Não por acaso, 80% do peixe consumido em Manaus vem do Estado vizinho.
CONFUSÃO
A causa dessa goleada rondoniense é a confusão que reina no setor pesqueiro do Estado. Ontem, por exemplo, a Superintendência da Pesca, ligada ao Ministério do setor, determinou que a Federação dos Pescadores deixe o local, para que ela possa assumir a administração e providenciar a conclusão definitiva da obra. A entidade havia ocupado e colocado para funcionar “na marra” a edificação.
CINCO ESTRELAS
O Ministério do Turismo, a Amazonastur e o Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas entregarão hoje a primeira certificação hoteleira 5 estrelas ao Tropical Manaus Ecoresort, dentro do novo Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem, em parceria com o próprio MT, com a colaboração do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), a SBM (Sociedade Brasileira de Metrologia) e representantes da sociedade civil.
DERROTA E VITÓRIA
O recordista em recursos contra decisões do Tribunal de Contas, o ex-prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira (PR), teve três das cinco apelações julgadas ontem, referentes às contas de 2005, rejeitadas pela corte. As outras duas receberam provimento parcial. Todos os processos tratam da contratação de pessoal.
MULTA
Na mesma sessão, o TCE julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Borba, Antônio José Muniz Cavalcante (PMDB), referente ao ano de 2006. O conselheiro-relator do processo, Júlio Cabral, aplicou multa ao ex-gestor no valor de R$ 21,9 mil por atraso no envio dos balancetes contábeis, entre outras irregularidades.
MUDANÇA
O troca-troca de partidos ocorrido na semana passada não passou despercebido pelos senadores. Tanto que eles aprovaram no projeto de lei 14/2013, que impede, já a partir de 2014, que deputados migrantes transfiram para as novas legendas o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e os recursos do Fundo Partidário.







