Em 27 de janeiro a jovem Yara de Souza, de apenas 17 anos, foi destaque no Jornal do Commercio com a matéria “Jovens que ajudam jovens na busca do conhecimento”. Pois o sucesso da menina não parou por aí e ela alçou voos mais altos ao se apresentar, em fevereiro, no Caldeirão do Hulk, da TV Globo, ainda como resultado de seu projeto Solenoide.
“Giuline Bastos, uma produtora do programa, procurava por jovens, de diferentes lugares do Brasil, para participar de um debate sobre educação, que ocorreria no Caldeirão do Huck. Ela soube do Solenoide através de uma reportagem e, aí, chegou até mim. Daí me convidou para integrar essa equipe de jovens, principalmente por causa da motivação do projeto: as Olimpíadas, algo que foge muito do cotidiano da maioria das escolas, mas que é de extrema importância no interesse de muitos dos alunos por tirá-los daquele pensamento de que se deve estudar somente por obrigação, de forma tabelada e monótona”, contou.
Giuline ligou para Yara no dia 8 de fevereiro, uma quarta-feira, explicando para a jovem como tudo ocorreria no programa e já marcando a viagem para a segunda-feira, dia 13. “Como eu sou menor, fui com acompanhada da minha mãe”, contou.
No Rio de Janeiro, Yara e a mãe foram hospedadas no Midas Rio Convention Suítes. “Fica a uns cinco minutos do Projac e lá, geralmente, ficam hospedadas as pessoas de outras cidades chamadas pela Rede Globo para se apresentar em algum dos programas”, disse.
Na terça-feira de manhã cedo Yara já estava preparada para seguir pro Projac, e participar da gravação. “Desde o início da viagem a experiência estava sendo muito boa. Umas 10h30 uma van veio nos buscar, eu e os outros jovens que também estavam hospedados no hotel, e nos levou pro Projac, onde almoçamos e fomos gravar”, recordou.
Fotos com Luciano Hulk
“A gravação fez parte do quadro ‘Ao Mestre com Carinho’ e é um bate-papo entre o Luciano Huck e o professor Mário Sérgio Cortella sobre o atual modelo de educação no país. Eu e mais onze alunos estávamos presentes, enquanto mais uns dez acompanhavam o debate por um telão na sala de gravação. Era uma espécie de bate-papo onde qualquer um podia dar sua contribuição ou fazer perguntas. Resumindo, a experiência como um todo, foi incrível porque, mesmo que a gravação tenha sido num tempo curto, ouvir o que o professor Cortella, um dos homens mais intelectuais do país, tem a dizer sobre educação, além de explorar, nos bastidores, o que jovens de outras partes do Brasil pensam disso, foi uma oportunidade única”, exultou.
Yara conversou rapidamente com Luciano Hulk, tempo suficiente para tirar fotos, porque todos os alunos queriam fazer o mesmo. “No programa, dei minha opinião sobre o que achava da meritocracia nas escolas”, adiantou.
Foi a primeira vez que a garota viajou para o Rio de Janeiro e quase não teve tempo de aproveitar as belezas da “Cidade Maravilhosa”. “Como a minha estadia foi curta, acabei só ficando no hotel mesmo. À noite eu saía para jantar no restaurante que ficava ao lado”, falou.
Na quarta-feira à tarde, 15 de fevereiro, Yara e a mãe voltaram para Manaus. “Além da experiência, a viagem, o tour pelo Projac e as fotos que tirei com o Luciano Hulk já valeram e foram um estímulo a mais para continuar desenvolvendo meu projeto”, garantiu Yara.
“O Solenoide está na fase de divulgação. Nas últimas semanas estivemos visitando algumas escolas da capital para apresentar o projeto aos alunos. O objetivo do Solenoide é incentivar a participação dos jovens em Olimpíadas Científicas e, para isso, oferecemos treinamento gratuito para estudantes da rede pública que estão cursando o 1º ano para as Olimpíadas de Química, Física e Matemática. As inscrições ainda estão abertas. O candidato pode acessar o edital e o formulário de inscrição através da nossa página do Facebook: Projeto Solenoide”.
Segundo a produção do Caldeirão do Hulk o programa no qual Yara participou irá ao ar neste sábado (4).
O que é o Projeto Solenoide
Atualmente, 27 jovens, entre 18 e 30 anos, integram o Projeto Solenoide, idealizado por Yara, dispostos a ajudar outros jovens como eles a galgar degraus mais altos através do conhecimento científico.”A maioria deles é, ou foi, aluno da Fundação Matias Machline e já ganharam medalhas ou apenas participaram de Olimpíadas Científicas”, esclareceu. “O que notamos é que a escola pública não está preparada para direcionar seus alunos para esse tipo de competição. O foco da educação é outro. Os educadores não percebem que essas Olimpíadas podem ser importantes para o direcionamento profissional futuro de seus alunos”, ensinou. “E não precisa saber a matéria. O Solenoide oferece todo o apoio e treinamento”. A frase, também escrita no Face do projeto, demonstra a vontade dos solenoides em ajudar os colegas lhes repassando o conhecimento e as experiências adquiridas. “Só, você não consegue as coisas. Uma Olimpíada dessas é muito difícil, muito disputada. Quando nos reunimos, um dá força para o outro, não só nos estudos, mas moralmente. Esse é outro ensinamento que passaremos para os alunos do projeto. E não focaremos somente nas Olimpíadas de exatas. Queremos reunir o pessoal de humanas também”, adiantou. O início do projeto já está marcado. “Iremos reunir os alunos na Escola Estadual Farias Rodrigues Tapajós, no bairro da Redenção, todos os sábados até o início das Olimpíadas. Inicialmente queremos criar três turmas, com 20 alunos cada, do ensino médio, mas a meta é que essa quantidade vá aumentando, tanto em interessados, quanto em escolas e bairros”, previu Yara.







