Universidades recorrem a software contra plágio

Em: 6 de abril de 2009
Preocupadas em combater o plágio em trabalhos acadêmicos, instituições de ensino superior têm adotado programas de computador que ajudam o professor a identificar os casos suspeitos
Preocupadas em combater o plágio em trabalhos acadêmicos, instituições de ensino superior têm adotado programas de computador que ajudam o professor a identificar os casos suspeitos

Preocupadas em combater o plágio em trabalhos acadêmicos, instituições de ensino superior têm adotado programas de computador que ajudam o professor a identificar os casos suspeitos. Recentemente, a Escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a Faape o Senac SP aderiram à ideia. A Universidade Anhembi Morumbi e a Universidade Cruzeiro do Sul utilizam esse tipo de ferramenta desde o início de 2008.
Alguns desses softwares estão disponíveis gratuitamente na internet. Os mais elaborados, em geral pagos, analisam cada parágrafo do documento enviado pelo aluno e o compara com o conteúdo de bilhões de sites da internet e de algumas bibliotecas eletrônicas, elaborando um relatório como índice de coincidências encontradas.
Esse é o caso do Safe Assign, um dos mais usados no país. O programa também compara o trabalho com todos os outros já submetidos à sua base de dados. “Isso permite ao professor descobrir, por exemplo, se o aluno está reaproveitando uma pesquisa já apresentada em anos anteriores”, explicou Emerson Fabiani, coordenador da Escola de Direito da FGV. “O software não apenas identifica o trecho copiado como aponta o endereço eletrônico do conteúdo original”, contou.
O professor do Mackenzie Ismael Silveira utiliza dois outros sites para combater a fraude: http://www.plagiarismdetect.com e http://www.plagium.com. Com base em um documento, eles fazem a busca na internet por textos similares.
“Mas esses programas não são infalíveis, é preciso tratar o problema na raiz”, disse o professor, que defende ações para conscientizar os alunos da importância que os trabalhos acadêmicos têm na formação. “Quanto mais o orientador acompanha o desenvolvimento do trabalho mais improvável será o plágio”, avaliou.
O professor da UnB (Universidade de Brasília) Marcelo Hermes –coeditor das revistas científicas PLoS Onee Comparative Biochemistryand Physiology –é usuário assíduo do site Deja vu (spore.swmed.edu/dejavu), que detecta plágio em artigos científicos. Ele identificou, entre 1990 e 2006, 386 trabalhos de pesqui­sadores brasileiros apontados pelo programa de varredura como suspeitos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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