Aconteceu ontem na sede da Suframa a 265º reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), foram aprovados US$ 350 milhões em projetos, o menor volume do ano. A reunião contou com a participação do secretário-executivo do Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Ricardo Schaefer, que avaliou como positivo o desempenho do PIM em 2013. Segundo o secretário, houve em torno de US$ 11 bilhões em investimentos no ano.
O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, ressaltou que o PIM deve fechar o ano superando os R$ 80 milhões em faturamento, até setembro o PIM apresenta um faturamento de R$ 58,9 milhões. “Tivemos um bom ano, com alguns percalços no caminho. Essa reunião teve um prazo muito mais curto em relação ao calendário que as outras, por isso temos um número reduzido de projetos”, explicou.
Ao todo foram 29 projetos, sendo quatro de implantação e 25 de diversificação, ampliação e atualização com US$ 44 milhões em investimentos fixos e a geração de 130 novos empregos nos próximos três anos. “Temos vários projetos de ampliação de muitas empresas. Esta reunião finaliza um ano de trabalho importante. Estamos trabalhando para fortalecer toda equipe da Suframa para darmos condições e termos um trabalho ainda mais efetivo no próximo ano”, comentou Ricardo Schaefer.
Segundo as lideranças locais o fraco desempenho do Polo de Duas Rodas é o destaque negativo do ano e foi o grande responsável pelos números modestos de crescimento de 2013. “O fato é que o segmento não se recuperou da crise de 2009. Já são 5 anos de produção decrescente a despeito, inclusive, dos investimentos que tem sido feitos. Se nós excluirmos motocicleta dessas estatísticas, teremos um crescimento acima de dois dígitos. Mas é um problema de mercado e não estrutural da Zona Franca” ressaltou Thomaz Nogueira.
Aproveitando a presença do secretário-executivo do Mdic, Ricardo Schaefer, o superintendente da Suframa cobrou que se construam aberturas para o mercado externo. “A América do Sul consome outros dois milhões de motocicleta. Temos que trabalhar e derrubar rapidamente todas as barreiras alfandegárias que possam existir. É preciso fazer esse esforço para mostrar que a ZFM e o produto têm um dos maiores valores agregados do âmbito nacional”.
Thomaz justificou o pedido alegando que o enfraquecimento do polo acaba prejudicando também as empresas componentistas que costumam ser empresas de menor porte. “Pelo grau de verticalização do Polo de Duas Rodas ele atinge um dos aspectos que temos buscado: das despesas públicas do adensamento. As empresas componentistas são em geral empresas de menor porte de investidores de menor fôlego e tem sido fortemente impactadas pelo baixo desempenho do segmento”.
PPBS
Ainda falando sobre o Polo de Duas Rodas o superintendente cobrou celeridade para definição dos PPBs do setor. “Tenho testemunhado o esforço feito pelo ministério para solução dos PPBs, mas entendo que dois deles precisam do nosso carinho e atenção porque ajudam as empresas menores. PPBs de moto aquático, triciclo e motocicletas que abririam o caminho de crescimento do mercado interno”, disse.
Segundo secretário-executivo do Mdic, Ricardo Schaefer, as questões relativas aos PPBs de ar-condicionados splits já foram resolvidas; em relação aos demais PPBs, o ministério ainda aguarda o fim das consultas públicas, mas acredita em uma solução ainda em 2013. “Tivemos um acordo em relação ao PPB de splits que já aprovamos e vamos publicar em um curtíssimo espaço de tempo. Falta agora só a assinatura dos ministros. Quanto ao de Duas Rodas esperamos que seja resolvido ainda em dezembro”.
Situação era pior em 2003, diz Thomaz Nogueira
Sobre a PEC da prorrogação da ZFM, que está em discussão na Câmara dos Deputados o superintende da Suframa, Thomaz Nogueira, afirmou que acredita que a questão estará resolvida dentro de um curto prazo e que essa situação já foi vivida em 2003, na época sem garantias de prorrogação pelo governo. “Em 2003 estávamos na mesma posição, discutindo prorrogação. Tínhamos dúvida e incerteza bem maiores. Não tínhamos sinalização da prorrogação. Investimentos caíram. Hoje temos essa sinalização e temos a proposta já em trâmite. Isso nos permite ter esse otimismo”. Ricardo Schaefer demonstrou apoio à prorrogação no parlamento.
Thomaz também comentou a polêmica envolvendo Suframa, governo do Estado e prefeitura sobre as obras no Distrito Industrial. Segundo o superintendente, é uma situação que “constrange, incomoda e preocupa por passar uma impressão de despreocupação do setor público com algo absolutamente relevante”. O superintendente afirmou que a solução já esta acordada. “Estamos fazendo uma recuperação que é da base, da sub-base e drenagem e também construindo com Cieam e Fieam um diálogo para, doravante, as empresas assumirem um papel de cidadania na manutenção,” destacou.
O superintendente justificou os atrasos a um pedido da autarquia para fazer uma avaliação dos procedimentos adotados, o que gerou uma diminuição nos volumes das obras até o término, com a primeira parcela tendo sido depositada logo após, no dia 12 de novembro.
CBA
Questionado por membros do CAS sobre o desenrolar das questões que envolvem o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), Schaefer disse ter havido uma reunião na semana passada onde a questão foi debatida com forças da região e que há necessidade de encontrar mais possibilidades no calendário para discutir a questão. “Temos um acordo e vamos colocar agora em curso a criação da organização social e essa pessoa jurídica própria que o CBA terá”, finalizou.
Estruturação de carreira
Ricardo Schaefer garantiu que o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel se reunirá ainda este ano com a ministra do planejamento, Miriam Belchior para discutir pontos da estruturação da carreira de funcionários da Suframa. “Entendemos que a carreira precisa ser estruturada efetivamente”, disse. Schaefer também assegurou que o concurso da Suframa deve acontecer em 2014, mas sem citar datas.






