A construtora OAS estará entre as sócias da SPE (Sociedade de Propósito Específico) que vai construir e administrar a usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA) A informação é do diretor de Engenharia e Construção da estatal Chesf, José Ailton, que preside o consórcio Norte Energia, vencedor do leilão da usina.
Apesar da entrada da oitava construtora no grupo de sócios, a participação de empresas do setor na companhia que tocará a usina vai cair de 40% para cerca de 12,5%, segundo o executivo.
Participação diluída
A diluição da participação das construtoras era esperada. Pelas regras do edital do leilão, realizado em abril, empreiteiras e empresas de engenharia poderiam ter no máximo 20% da SPE a ser criada pelos vencedores.
Representantes do Norte Energia vão formalizar amanhã a criação da SPE, com 17 sócios, à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os autoprodutores – grandes empresas que investem em energia elétrica para consumo próprio – deverão ter uma fatia de cerca de 10%. Os fundos de pensão ficarão com aproximadamente 27,5%; as construtoras, com cerca de 12,5% e o Grupo Eletrobras com 49,98%.
Como já havia sido anunciado, a fatia do Grupo Eletrobras no consórcio, que foi representado pela Chesf no leilão, será dividida, na SPE, entre Eletronorte (19,98%), Chesf e Eletrobras, com 15% cada uma.
No leilão, o consórcio Norte Energia tinha nove sócios (Além da Chesf, Queiroz Galvão; Gaia Energia e Participações, do grupo Bertin; J. Malucelli; Cetenco Engenharia; Contern Construções; Galvão Engenharia, Mendes Júnior, e Serveng). Todos ficam na SPE, mas com porcentuais diferentes. Contando com a entrada das outras duas empresas da Eletrobras na fatia da Chesf, seriam 11 sócias. A novidade é a entrada de mais seis sócios.
Desses seis novos investidores, Ailton confirma que entrarão pelo menos três fundos de pensão de estatais: Petros, dos funcionários da Petrobras; Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal e Previ, dos funcionários do Banco do Brasil. A participação do Petros será direta e de 10%.
Também está prevista a entrada de novos autoprodutores, além da Gaia, que já estava no consórcio. José Ailton não deu os nomes, mas adiantou que duas empresas que estavam sendo cogitadas, a CSN e a Braskem não devem aderir à SPE, pelo menos no primeiro momento.







