Usuários de banda larga reclamam do custo

Em: 9 de julho de 2008
Segundo o vereador Marcelo Ramos, os usuários de Manaus pagam um valor alto por um produto que não corresponde às expectativas e dificulta o desenvolvimento da cidade
Segundo o vereador Marcelo Ramos, os usuários de Manaus pagam um valor alto por um produto que não corresponde às expectativas e dificulta o desenvolvimento da cidade

Desde que a tecnologia da internet banda larga chegou em Manaus, em 2000, por meio da Horizon (hoje Vivax/Net), os usuários do serviço só têm reclamações a fazer. Pouca velocidade, baixa qualidade, constantes quedas de sinal, falhas na conexão e preço mais alto que em outras regiões do país são os principais motivos de queixa.
Para quem utiliza o serviço, a expectativa seria utilizar um produto que correspondesse ao preço sugerido pelas empresas ­responsáveis. Entretanto, não é o que acontece com os clientes manauenses.
De acordo com o vereador Marcelo Ramos, o serviço prestado na cidade é precário. “Manaus tem a pior, mais cara e mais lenta internet do país. O serviço não é adequado e o valor é 100% maior que o co­brado nos Estados da região Sudeste”, afirmou.
Ainda, conforme o vereador, a capital não dispõe do serviço de um megabyte nem para o consumidor doméstico, o que prejudica as fábricas do Distrito Industrial, por exemplo, que não têm capacidade suficiente para instalarem os serviços de internet.
Os usuários de web da cidade pagam R$ 219,90 por um serviço inferior ao prestado nas demais localidades brasileiras. “Enquanto no eixo Rio/São Paulo a velocidade atinge oito mega, em Manaus ela não ultrapassa os 300 kbps”, comentou Ramos.
Segundo o vereador, mais de 3 milhões de pessoas estão excluídas do direito de ter acesso à rede mundial de computadores. “A estratégia para resolver esse pro­blema seria que as operadoras universalizassem o sistema de comunicações”, falou Ramos.

Problema de serviço sem qualidade também reflete nos Estados do Nordeste

Os Estados do Nordeste também sofrem com o problema. Lá, as tarifas cobradas têm o valor de R$ 49,90 e a velocidade também é de 300 kbps.
Para o vereador, a pro­blemática da internet cara em Manaus tem algumas consequências graves. “Os usuários pagam um valor alto por um serviço de péssima qualidade, o que dificulta o desenvolvimento da cidade”, destacou Marcelo Ramos.
De acordo com alguns usuários, a total falta de qualidade no serviço prestado para Manaus retarda o crescimento cultural e intelectual de várias pessoas.
Na opinião da jornalista Sylvia Koeler o serviço de internet banda larga na capital amazonense é muito ruim. “Estou na cidade há três anos e o serviço de web aqui no Amazonas é mais caro e inferior no que diz respeito à qualidade se comparado ao do Rio de Janeiro. Pago por um serviço de R$ 75 por mês e não vejo resultados satisfatórios”, declarou.

Campanha na internet

Alguns usuários resol­veram solicitar medidas para melhorar os trabalhos das operadoras de internet em Manaus por meio de um abaixo-assinado. Até o momento, já foram colhidas mais de 5.000 assinaturas em busca de agilidade nas conexões, maior velocidade, redução dos valores das tarifas e amplitude do sinal.
Quem quiser participar da campanha contra os preços altos e a baixa qualidade nos serviços de internet prestado no Amazonas pode acessar o blog do vereador Marcelo Ramos : www.vereadormarceloramos.com.br/abaixoassinado.
Hoje, o serviço disponibilizado em Manaus é prestado pela Net. O sinal é transmitido via satélite em antenas de fibra ótica, e depois para as redes. Ou seja, a internet é sem cabo.
A equipe do Jornal do Commercio entrou em contato com a assessoria da Net para que a mesma se pronunciasse sobre o assunto, mas até o fechamento desta e­dição não obteve retorno.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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