Usuários querem fim da cobrança pelo ponto extra na TV por assinatura

Em: 28 de agosto de 2008
Na consulta pública promovida pela Agência, finalizada na última segunda-feira (25), os consumidores argumentaram que já pagam caro para ter o serviço e defendem que o ponto extra não deveria ser cobrado
Na consulta pública promovida pela Agência, finalizada na última segunda-feira (25), os consumidores argumentaram que já pagam caro para ter o serviço e defendem que o ponto extra não deveria ser cobrado

Das 641 contribuições recebidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em relação à cobrança do ponto extra na televisão por assinatura (ou TV a cabo), a maioria era de usuários contrários cobrança. Na consulta pública promovida pela Agência, finalizada na última segunda-feira (25), os consumidores argumentaram que já pagam caro para ter o serviço e defendem que o ponto extra não deveria ser cobrado.
“Não acho justo a cobrança pelo ponto adicional, uma vez que o assinante já pagou pela grade de canais a serem fornecidos na sua casa, não importando se a TV que estará conectada será a da sala, do quarto ou da cozinha, pois a residência é a mesma e o assinante é o mesmo”, disse um usuário.
O texto da proposta da Anatel, que prevê a proibição da cobrança pelo ponto adicional, foi colocado em consulta pública no dia 5 de agosto, dois meses depois de a Agência determinar a suspensão temporária da cobrança pelos serviços. As contribuições serão analisadas pela área técnica e depois pelo Conselho Diretor da Anatel, que vai determinar a redação final da proposta.
A consulta pública também serviu para usuários fazerem outros tipos de reclamação contra as operadoras de TV por assinatura, como a cobrança obrigatória de assistência técnica e o número excessivo de comerciais nos canais pagos. “Acho até que pagamos caro pela programação que compramos, visto que a programação excessivamente é repetitiva e com horas de programação de vendas, além dos comerciais”, disse um assinante.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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