Vagas alcançam resultado de 2010

Em: 15 de setembro de 2011
Saldo alcançado até o mês de agosto deste ano supera o resultado final de todo o ano passado, segundo dados do Caged
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Saldo alcançado até o mês de agosto deste ano supera o resultado final de todo o ano passado, segundo dados do Caged

Com quatro meses de diferença, o saldo de empregos do Amazonas já supera o que foi anotado nos doze meses do ano anterior, quando foram criados 32.204 empregos celetistas, incorporando as declarações entregues fora do prazo.
De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a geração de 32.589 postos de trabalho no ano corrente permitiu a alta de 1,20% em relação ao acumulado total de 2010.
Com o ajuste no resultado de 2011, a variação é ainda maior, em virtude do acréscimo de 7.185 contratações. Segundo análise do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), “em termos absolutos e relativos, esse desempenho é o melhor da Região Norte”.
No entanto, o economista emérito pelo Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), José Alberto Machado, argumenta que esta performance deveria ser melhor, devido a elevação no consumo, além do desempenho acentuado da indústria.
No caso de Duas Rodas, os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam que o setor obteve um faturamento de US$ 5,16 bilhões de janeiro a julho, incremento de 35,12% ante mesmos meses de 2010 (US$ 3,82 bilhões).
“Este número [de contratações] deveria ser maior, porque estamos consumindo mais, e áreas como a de Duas Rodas tiveram uma grande recuperação”, destacou o professor de economia da Ufam (Universidade Federal do Amazonas).
Por sinal, logo após o resultado recorde anunciado em julho, o Amazonas registrou, em agosto, números de contratações inferiores quando comparado a mesmo mês de 2010 (4.239).
Com 4.182 empregos celetistas, o algarismo também ‘sucumbiu’ ao que foi anotado em igual período de 2009 (6.549) e 2008 (4.634), recuando 36,14% e 9,75%, respectivamente.
Machado explica que a diferença quanto ao ano passado é mínima, enquanto a queda ante 2009 se deve ao fato do estado ter começado a se recuperar da crise de 2008, o que resultou no boom de contratações.
Além do mais, o superintendente da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas), Dermilson Chagas, afirma que o desfecho é positivo, já que o estado tem crescido com cautela por conta das oscilações no mercado internacional.
No entanto, em declaração anterior ao Jornal do Commercio, o dirigente havia destacado que, mesmo se a crise afetasse o desempenho da região, o Amazonas possuía uma economia sólida que garantia a criação de novos empregos. “Isto é porque a economia é dinâmica”, salientou.
Porém, Machado avalia que, apenas com a queda dos dados de outubro, é possível realizar um diagnóstico sobre os reflexos da crise. “Por enquanto, há um impasse. Os números não indicam crise, nem euforia”, analisou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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