Vagas são trampolim para emprego

Em: 10 de outubro de 2013
Boa estratégia pode levar funcionário temporário a conseguir conquistar espaço
Boa estratégia pode levar funcionário temporário a conseguir conquistar espaço

Está aberta a temporada de vagas temporárias. Desde o final de agosto várias empresas estão divulgando oportunidades temporárias que podem se converter em empregos definitivos, desde que o candidato tenha uma boa estratégia para isso. Apenas no site da SERT (Secretaria de Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo) há 900 oportunidades como estoquistas, operadores de caixa e promotores de vendas em todo tipo de empresas. Segundo Luciana Tegon, sócia diretora da Tegon, empresa de consultoria especializada em processos de recrutamento e seleção, conseguir uma boa vaga temporária exige esperteza e agilidade:
“Sempre orientamos os profissionais a terem uma boa estratégia de busca de emprego. Boas vagas temporárias, em empresas promissoras, que podem render uma oportunidade efetiva, são preenchidas logo, então os candidatos precisam ser ágeis. Primeiro, é importante criar um bom currículo, direto e objetivo e com pretensão salarial, pois as empresas usam esse critério para a seleção. E o passo seguinte é buscar as oportunidades e cadastrar o currículo tanto em sites de empregos como nas áreas “trabalhe conosco”, nos sites das empresas”, explica Luciana.
Uma vez alcançado o emprego temporário, o empregado tem que ter em mente que esta pode ser apenas uma etapa para um emprego efetivo e duradouro, vai depender dele. De acordo com Luciana, a maioria dos profissionais trabalha e se esquece de que a vida continua:
“Sempre sugiro que o profissional converse com o superior buscando um retorno sobre seu trabalho, se o que está fazendo é satisfatório e como pode melhorar sua atuação, pois demonstrar interesse em fazer sempre o melhor também é visto como um diferencial dentro da empresa e pode garantir uma vaga definitiva. Mas é importante que as pessoas saibam que isso não pode ser um teatrinho visando apenas se tornar efetivo, mas sim uma preocupação permanente com o futuro profissional”, orienta Luciana.
Para a diretora da Tegon, os erros dos candidatos que buscam vagas efetivas por meio de trabalho temporário são comuns e fáceis de resolver:
“Currículo mal feito é o erro número 1. Os recrutadores nem chamarão um candidato se seu currículo não estiver claro ou se estiver muito “curto”. Para alguns recrutadores, currículo curto é sinal de preguiça. Se a pessoa não sabe como fazer um currículo, deve buscar ajuda. Hoje existem várias alternativas para se ter um bom currículo. Até para aqueles profissionais que estão começando a trabalhar e não atuaram em outras empresas, sugiro que coloquem um tópico citando assuntos que são do seu interesse, se já trabalharam informalmente com algum familiar ou em projetos voluntários, a fim de que o recrutador possa conhecer um pouco melhor aquele candidato e interessar-se por algo do currículo, o que pode valer uma entrevista pessoal na empresa”, explica Luciana.
Na seleção, aquele momento em que o candidato fica cara a cara com o possível empregador, todo cuidado é pouco. De acordo com Luciana, a pontualidade e o asseio são decisivos:
“Chegue pontualmente à entrevista com seu currículo atualizado. Todos devem se vestir adequadamente. Os homens devem ter a barba, cabelos, dentes e unhas bem cuidados e as mulheres devem tomar cuidado com decotes e saias, para não passar uma má impressão na entrevista. Não se esqueça de que a maioria dos recrutadores é composta por mulheres, que costumam ser muito observadoras e detalhistas. Ao ser entrevistado, sente-se confortavelmente, responda ao que lhe for perguntado de forma objetiva, sem rodeios ou mentiras pois o selecionador é treinado para detectar qualquer manobra. Não fale gírias ou demonstre intimidade com o selecionador, isso não facilitará seu caminho. Pelo contrário, pode tirá-lo do processo seletivo. Por fim, se tiver dúvidas, pergunte ao recrutador tudo o que deseja saber e sempre agradeça pela oportunidade. Se a impressão for boa, pode até ser que essa oportunidade não aconteça, mas o recrutador vai sempre se lembrar de você”, orienta Luciana.

Empresas sofrem para encontrar temporários

Todo ano é a mesma coisa: algumas empresas simplesmente não conseguem profissionais para atender suas necessidades de mão de obra para o fim de ano. Para Cezar Tegon, presidente da Elancers, empresa especializada em sistemas de recrutamento e seleção, as dificuldades em conseguir profissionais como estoquistas, operadores de caixa e promotores de vendas se devem, em boa medida, à maneira displicente como muitas empresas tratam dessa necessidade, muitas buscando esses profissionais a poucas semanas do início da temporada de venda de fim de ano:
“Até mesmo empresas com grife, ou seja, com uma marca poderosa que costuma atrair mais candidatos, enfrentam dificuldades quando deixam para última hora essas contratações. Nós orientamos as empresas que usam nosso sistema a adotarem uma postura de atração permanente de candidatos, deixando a seleção para os momentos em que ela vai precisar dessas pessoas de fato”, explica Tegon.
A atração permanente de candidatos, orienta Tegon, deve ser feita por meio de uma área “trabalhe conosco” no site da empresa. Uma área como essa, quando bem divulgada, inclusive nas redes sociais, pode ajudar as organizações a reunirem um bom contingente de candidatos ao longo do ano, que podem ser convidados para uma oportunidade formal quando for mais conveniente para empresa:
“Quando uma pessoa cadastra seu currículo no site da empresa, podemos dizer que ela tem interesse naquela marca e isso pode ajudar a organização a contar com um profissional até mesmo em situações onde a oferta salarial não seja assim tão atraente”, assinala Tegon.
Outro aspecto que leva muitas empresas a entrarem em pânico na hora de buscarem profissionais para as vagas temporárias é o uso de sistemas precários, que não ajudam a área de Recursos Humanos na difícil tarefa de selecionar pessoas em meio a dezenas, centenas ou até milhares de currículos:
“As redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo, tornaram fácil publicar uma vaga para grande contingente de público. Mas o problema desse tipo de ação está na hora de selecionar os melhores candidatos em meio a 700, 800 ou até 2.000 inscritos. Ler currículo por currículo e ir separando os mais aptos é simplesmente impossível, daí porque o uso de um sistema que permita uma busca direta de qualquer palavra do currículo de forma semelhante ao Google, por palavras chaves, por exemplo, é crucial para agilizar o trabalho da área de RH”, assinala Tegon.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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