A desvalorização do dólar em relação ao real fez com que a movimentação de passageiros internacionais no Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, na capital baiana, registrasse uma queda de aproximadamente 5% no primeiro semestre deste ano.
De janeiro a junho de 2008, foram somados 202.594 usuários, contra 213.237 no mesmo período de 2007, ou seja, uma redução de 10.643 passageiros. Mas, enquanto Salvador registrou um desempenho negativo, a média nacional apresentou um saldo positivo de 426.363 usuários, com um crescimento de quase 7%.
O gerente-executivo da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Luís Blanc, diz que esse recuo na circulação de passageiros internacionais em Salvador deve-se basicamente à queda da moeda norte-americana.
“Hoje o mercado está mais exportador do que importador. Para as pessoas do sul e sudeste, por exemplo, está mais barato ir para Buenos Aires (Argentina) do que vir para o Nordeste”, afirmou ele, acrescentando que essa redução não foi maior porque muitos brasileiros estão aproveitando essa desvalorização do dólar para conhecer outros países.
Menos hóspedes
De acordo com o gerente geral do Hotel Sofitel Salvador, em Itapuã, André Victória, nos seis primeiros meses deste ano, o estabelecimento já registrou uma queda no seu fluxo de 5,73%, em relação ao mesmo período do ano passado. “Esta semana mesmo um hóspede italiano me falou que a Tunísia, por exemplo, está com preços muito convidativos. Tem resort com diária de US$50, com tudo incluso”, ressaltou o dirigente.
Além da desvalorização da moeda norte-americana, a gerente comercial do Bahia Othon Palace em Ondina, Rosana Lins, destaca outros fatores que contribuem para esta diminuição no número de passageiros internacionais na capital baiana: “A infra-estrutura da cidade está um pouco aquém da expectativa dos estrangeiros. O Pelourinho, por exemplo, é um objeto de desejo dos europeus, mas está deixando a desejar”, garantiu ela.







