Em pronunciamento em Plenário, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) comentou a avaliação positiva de seu partido em relação aos dez anos de governo do PT. A parlamentar espera para o próximo congresso do PCdoB, agendado para novembro, um balanço profundo dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os quais classificou como “uma das maiores conquistas do povo brasileiro dos últimos tempos”.
“Nós temos muitas razões para entender a importância, a necessidade da continuidade desse projeto político que vem sendo aplicado no Brasil, porque é a continuidade que vai permitir o avanço, e o Brasil tem muito a avançar. E é nesse aspecto que o nosso partido avalia como uma das maiores conquistas a vitória do presidente Lula e da presidente Dilma”, disse.
Para Vanessa Grazziotin, a “festa do PT”, realizada na semana passada em comemoração aos dez anos de governo, na verdade foi a festa de todas as forças aliadas. Ela acrescentou que e a responsabilidade sobre as conquistas do período deve ser dividida com os partidos que apoiam o governo. A senadora, lembrando o discurso do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre os erros do PT, na última quarta-feira, se disse “animada” com o debate em torno dos governos Lula e Dilma, mas, para ela, o projeto da oposição não consegue expressar posições avançadas capazes de convencer o eleitor.
Vanessa Grazziotin também cobrou uma reforma política que ponha em destaque os partidos e suas plataformas.
“As pessoas ainda entendem que devem escolher os seus candidatos pela simpatia. ‘Esse é da minha cidade e, por isso, eu voto nele’. ‘Esse é do meu Estado’, ou ‘Essa é do meu Estado, da minha cidade e, por isso, eu voto nela’. Está errado. Nós devemos votar em cima da plataforma política”.
Yoani Sánchez
Vanessa Grazziotin rebateu questionamentos à demora do governo de Cuba para permitir a vinda ao Brasil da blogueira Yoani Sánchez, argumentando que agora estão ocorrendo mudanças políticas naquele país e que não cabe intromissão externa nos assuntos cubanos. A senadora considerou os protestos contra a presença de Yoani no Brasil como próprios da democracia, mas minimizou os acontecimentos, observando que Yoani não sofreu agressões nem foi impedida de se pronunciar.
“Não sei como alguém pode ser contra a qualquer protesto. Aliás, a própria vinda dela ao Brasil teve como objetivo maior protestar contra o governo de seu país. Então, nós não podemos protestar contra os protestos que ela sofre, porque a democracia é isso”, resumiu.






