Varejo antecipa venda de ovos de páscoa

Em: 19 de fevereiro de 2022

O período mais doce do ano para o comércio varejista, a Páscoa, que neste ano será celebrada dia 17 de abril, resolveu antecipar, em alguns supermercados da capital a decoração com os tradicionais ovos de chocolate. A antecedência das aquisições de itens como caixa e a barra de chocolate encomendadas no ano passado, reforça a estratégia para turbinar as comercializações em 2022. 

De acordo com a Amase  (Associação Amazonense de Supermercados), esses produtos contabilizam 5% das vendas no período. “Esses itens acabam atraindo o cliente a irem até estes estabelecimentos. É uma espécie de marketing para que o consumidor tenha mais tempo para escolher o produto com maior tranquilidade. Além de conhecer as variedades disponíveis. Mas as vendas de ovos ficam mais expressivas próximo a data”, afirmou, Ralph Assayag.

Na mesma esteira da antecipação, o vice-presidente da Amase, Ralph Assayag, não descarta uma Páscoa mais cara.  A  inflação vai encarecer os itens e as famílias devem  pagar a mais pelos produtos. Para mitigar os efeitos no bolso do consumidor, ele explica que geralmente no período  de inflação o setor acaba investindo em ovos menores porque é. “Não tem jeito. É um momento que aumenta, também, o valor do produto. A gente calcula muito pela tonelagem do item, ou seja, ovos menores com preços um pouco mais atrativos que dão lugar às tradicionais substituíções”. 

Dados da Abras no ano passado, indicava que os produtos ‘queridinhos’ sofreram aumento como a caixa de bombom, 12,9%, seguida de barras, tabletes, entre outros, 11,8%, e Ovos de Páscoa até 200 gramas, 9,4%.

Assayag ressalta que em 2019, foram adquiridas 33 toneladas de chocolate, em 2020,  em torno de 18 a 20 toneladas. Para este ano, a probabilidade é que o volume chegue a 35 toneladas. “A população cresceu e dentro desses dois três anos a gente acredita que mesmo com o preço elevado é possível que a gente tenha uma situação de volume de toneladas de chocolate maior”.

Vale lembrar que ao mesmo tempo em que as fábricas aumentaram a produção dos itens, o varejo seguiu essa tendência e antecipou os pedidos. A oferta dos produtos deverá ser mais expressiva a partir do final de fevereiro.

Sem mencionar valores, Assayag citou que no ano passado as pessoas vão estar mais sensíveis pela Páscoa e com vontade em adoçar um pouco a vida. 

No ano passado,  os ovos de chocolate foram adquiridos num valor 7% mais caro que em 2020. Apesar de não falar em metas de percentual em relação às vendas, Ralph tem como base a redução do tamanho dos ovos. 

Produção

Nos próximos dias, a  Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas) vai disponibilizar os dados da Páscoa deste ano. Dados mais recentes da  indústria de chocolate dão conta que  foram produzidas 511 mil toneladas de janeiro a setembro de 2021, conforme dados coletados pela KPMG. O valor representa um crescimento de 44%, quando comparado com o mesmo período de 2020.

No ano passado, até o terceiro trimestre, o valor registrado foi de 354 mil toneladas produzidas pela indústria de chocolate. A retomada da produção após período de retração e incertezas decorrentes da pandemia, além de inovação e lançamento de novos produtos são as principais justificativas para o aumento de produção neste ano.

“O aumento da produção já havia sido expressivo nos dois primeiros trimestres e tínhamos a expectativa dos resultados continuarem evoluindo. Com a produção de chocolate, até o

terceiro trimestre de 2021, já atingindo a marca de 511 mil toneladas, a perspectiva é que o

o setor encerrasse o ciclo com um resultado bem relevante para o segmento”, diz Ubiracy Fonseca, presidente da Associação. 

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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