O consumidor amazonense parece ter deixado as compras para a última hora. Apesar do balanço de abril divulgado pela FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), apontando um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado e uma expectativa das lideranças lojistas, entre 6% e 9% de crescimento para as vendas na data, o movimento no comércio varejista de Manaus ainda é tímido na semana que antecede o Dia das Mães. O consumidor amazonense parece ter deixado as compras para a última hora.
A Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) avalia que o aumento da taxa de juros e outras medidas tomadas pelo governo federal na tentativa de frear a inflação não impedirá o amazonense de ir às compras, mas alerta que o momento é de controle de gastos. “O crescimento será bom, mas nada espetacular. O momento é de cautela”, avisou o presidente da entidade, José Roberto Tadros.
O economista e conselheiro titular do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Júnior, concorda que o aumento da Selic (taxa básica de juros) –que está a 12% ao ano atualmente e pode chegar a 12,5% até o fim do ano, de acordo com dados do Banco Central– e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não contribuem para um bom quadro para o comércio na data. “Além disso, o próprio consumidor provavelmente está segurando as compras na espera dos descontos de última hora”, apostou.
Para Assis Mourão Junior, o aumento da gasolina também pode ser um fator de inibição do consumidor manauense. “Quando há um aumento desses, como no caso da gasolina, geralmente surgem outros. Então, o consumidor já freia os gastos para não adquirir dívidas que não poderá pagar”, destacou o economista.
O presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ralph Assayag, não acredita que a situação seja preocupante. Para ele, como as compras são deixadas para o último momento ainda não é possível fazer uma estimativa. “Somente a partir de amanhã é que acreditamos que o amazonense irá realmente às compras”, opinou.
Mudança de comportamento
Ele acredita nessa mudança de comportamento baseado na pesquisa de intenção de compras realizada pela CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus) no mês passado. Segundo o relatório, a projeção de pessoas dispostas a presentear cresceu 20,7% em relação a 2010. No total, 75,3% dos entrevistados para a pesquisa revelaram que pensam em presentear as mães no segundo domingo de maio.
Os produtos tidos como preferenciais são os perfumes e similares, seguidos de eletrodomésticos, vestuários, calçados e aparelhos celulares. A pesquisa aponta ainda o celular como o principal objeto de desejo das mães, quando perguntadas o que gostariam de receber na data comemorativa.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaetano Antonnacio, prevê que o aumento nas vendas do comércio varejista de Manaus durante a data comemorativa será pelo menos de 6% e garante que o setor está preparado para receber os consumidores. “O comércio está pronto para receber os filhos que queiram presentear suas mães nessa importante data proporcionando preços justos e qualidade no serviços prestados”, finalizou.
Lojistas do Rio esperam alta de 10% no Dia das Mães
Pesquisa do Centro de Estudos do CDL-Rio (Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro) mostra que a expectativa do comércio para as vendas do Dia das Mães é a de crescimento de, pelo menos, 10% em relação ao ano passado. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 26 de abril e ouviu 500 comerciantes.
“Como o quadrimestre vem seguindo crescimento de vendas sobre o ano anterior, a expectativa é que o movimento de expansão continue com o incremento do Dia das Mães”, ressaltou o chefe do Centro de Estudos, Fernando Mello. A data é a segunda mais importante em termos de vendas, só perdendo para o Natal.
Segundo Mello, a expectativa dos lojistas do comércio carioca é que o movimento seja, inclusive, o melhor dos últimos cinco anos. O preço médio dos presentes (tíquete médio), estimado pelo CDL-Rio, deve ficar em torno de R$ 100. Vestuário, calçados, acessórios e bijuterias devem liderar as vendas.
O otimismo impera também entre os empresários da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa da Fecomércio/RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), a expectativa é que o faturamento do setor aumente, em média, 14,8% com a venda de presentes para as mães. Em alguns segmentos, como telefonia celular e bijuterias, a alta no faturamento pode atingir 17,3%.














