As vendas do varejo brasileiro cresceram 2,9% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Mastercard SpendingPulse. O resultado considera as vendas físicas e online realizadas por todos os meios de pagamento e não desconta os efeitos da inflação.
O desempenho ganhou força ao longo do semestre. Após crescimento de 1,6% no primeiro trimestre, as vendas avançaram 4,1% entre abril e junho, sempre na comparação com os mesmos períodos de 2025.
Os dados mostram desempenhos distintos entre os 11 setores monitorados. Enquanto segmentos relacionados a serviços e consumo recorrente registraram crescimento, categorias de bens duráveis terminaram parte do período em queda.
Restaurantes e farmácias crescem
Restaurantes apresentaram crescimento de 10,7% no acumulado do primeiro semestre, o maior entre os resultados semestrais destacados pelo levantamento. O segmento registrou alta de 10,1% no primeiro trimestre e de 10,4% no segundo.
As farmácias também mantiveram crescimento nos dois períodos, com avanço de 9,9% entre janeiro e março e de 9% entre abril e junho.
Já o segmento de combustíveis automotivos registrou alta de 12,7% no segundo trimestre. O material associa o resultado à volatilidade dos preços do petróleo.
Na outra ponta, móveis e decoração recuaram nos dois trimestres. A queda foi de 4,7% nos três primeiros meses do ano e de 3,7% no período seguinte.
Eletrônicos também apresentaram retração de 4,7% entre abril e junho.
“O balanço do primeiro semestre reforça a resiliência do consumidor brasileiro, que manteve o dinamismo em setores ligados à convivência e bem-estar, como em restaurantes”, afirma Gustavo Arruda, economista-chefe para a América Latina do Mastercard Economics Institute (MEI).
Segundo o executivo, o ambiente macroeconômico também contribuiu para o adiamento de compras que demandam maior planejamento financeiro, como móveis e eletrônicos.
Centro-Oeste tem maior crescimento regional
Todas as cinco regiões brasileiras registraram crescimento nas vendas durante o primeiro semestre, embora em ritmos diferentes.
O Centro-Oeste apresentou o maior avanço entre as regiões nos dois trimestres. As vendas cresceram 2,5% no primeiro e aceleraram para 5,4% no segundo.
O Sudeste registrou as menores taxas entre as cinco regiões, com alta de 0,1% entre janeiro e março e de 3,5% entre abril e junho.
Entre as unidades federativas destacadas pelo levantamento, Pernambuco apresentou crescimento de 5,4% no primeiro trimestre e de 12,2% no segundo.
O Distrito Federal também permaneceu em terreno positivo nos dois períodos, com avanço de 4% e 6,6%, respectivamente
O Mastercard SpendingPulse acompanha as vendas do varejo físico e online e considera diferentes meios de pagamento. O indicador é elaborado a partir de dados agregados e anonimizados da Mastercard e de estimativas para representar outras formas de pagamento.
Os percentuais apresentados são nominais, ou seja, não são ajustados pela inflação. Dessa forma, as taxas indicam a variação do valor das vendas e não devem ser interpretadas diretamente como crescimento do volume de produtos e serviços consumidos.







