Varejo de material de construção passa longe do IPI

Em: 14 de abril de 2010
As empresas do segmento de materiais de construção em Manaus não apostam em um aumento nas vendas, apesar da prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
As empresas do segmento de materiais de construção em Manaus não apostam em um aumento nas vendas, apesar da prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

As empresas do segmento de materiais de construção em Manaus não apostam em um aumento nas vendas, apesar da prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Os produtos já estão isentos de impostos e as vendas podem continuar na mesma média, segundo os lojistas do setor.
De acordo com a gerente financeira da JLN Materiais de Construção, Neide Lopes, as vendas devem permanecer no mesmo ritmo. “Independente do fim ou da prorrogação do IPI, a demanda vai ter a mesma intensidade que em outros períodos. São diversas vias isentas de impostos e os clientes procuram com ou sem a redução”, afirmou.
A gerente contou ainda que a expectativa da empresa é alcançar um crescimento de aproximadamente 30% até o fim do ano. “Atribuímos esse número a inauguração de uma loja, ou seja, esse ano a empresa vai registrar um ótimo desempenho perante as demais em atuação nesse setor”, reforçou.
Neide contou que a empresa passou por uma temporada difícil no ano passado, por conta da crise econômica mundial. Prova disso, é que o desempenho no primeiro trimestre de 2009 não foi tão favorável.
Já em 2010, o período de janeiro a março representou um crescimento expressivo em comparação a mesma época do ano passado. Isso se deve ao fato de que, segundo Neide, os consumidores estão apostando mais no mercado de construção. “Nosso incremento ficou numa faixa entre 10% e 30%, numa comparação entre 2009 e 2010. A intenção é sempre fazer promoções e investir a propaganda para assim atrairmos e fidelizarmos nossos clientes”, salientou a gerente.

Sem crise

Na Obras e Serviços Materiais de Construção, a prorrogação do IPI também não deve aumentar a venda dos produtos. De acordo com a gerente comercial, Alice Magalhães, as vendas também estão boas e o aumento do prazo também não deve causar grande impacto. Alice disse acreditar que a demanda seja a mesma tanto no primeiro semestre quanto no segundo.
No primeiro trimestre de 2010 a empresa obteve um incremento de cerca de 30% nas vendas, número 10% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. “Esse ano, como não teve mais o fantasma da crise, as pessoas voltaram a reformar suas casas ou fazer qualquer outra tipo de obra. Com isso, a demanda por nossos produtos aumentou consideravelmente”, enfatizou.
Até o fim do ano, a expectativa da empresa também é obter um crescimento de 30% nas vendas. “Os preços estão bem mais em conta e o mercado também está favorecendo os consumidores quanto as formas de pagamento. Tudo isso aumenta as vendas e beneficia e valoriza o setor como um todo”, ressaltou.
Para o diretor do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas), Flauber Lima, a prorrogação do IPI não deve afetar tanto as empresas de materiais de construção. “Boa parte das empresas do segmento em Manaus já se cadastraram na Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para obter a isenção dos impostos. Então, o setor não vai sofrer tantos impactos nem quanto a crescimento ou redução nas vendas por conta da redução do IPI”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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