Dados da IPC Maps (Pesquisa Índice de Potencial de Consumo), especializada em potencial de consumo no país, revelam que o segmento de moda em todo país segue a tendência nacional de recuperação gradual no consumo. O levantamento considera despesas com vestuário confeccionado; calçados; joias, bijuterias e armarinhos.
No Amazonas o setor deverá movimentar um montante de R$ 2,5 bilhões, em 2021, ou seja, crescimento de 11% em relação à fatia de R$ 2,2 bilhões registrada no último ano.Embora os números positivos o estudo indica que o segmento levará algum tempo para alcançar os índices de 2019, período em que o consumo em moda alcançou R$ 3,5 bilhões.
O crescimento gradativo nas vendas do setor, é confirmado pelo presidente da FCDLM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Benzion. De acordo com o representante do segmento, o principal fator de comparativo com 2020 foram as restrições que impuseram um novo hábito de consumo. “O mercado estagnou. Ninguém saía. Não havia eventos que pudessem levar o consumidor às compras. Em 2020 as pessoas priorizaram outras coisas”.
Este ano ele observa um outro cenário onde as pessoas voltam aos poucos a sua rotina e passam a se presentear mais e há necessidade de adquirir outros produtos como vestuários, calçados e acessórios, o que reflete nos números da IPC Maps.
“Nós acreditamos que até o fim do ano a tendência é que continue o aumento na venda de confecções possivelmente maior que 2020. E em 2022 a gente possa voltar ao patamar maior que 2019, que apesar do otimismo e da melhora gradativa ainda não vamos alcançar os níveis pre-pandemia”.
A percepção do presidente da FCDLM, vai na sintonia dos dados da pesquisa, ao revelar que em 2020 a leve retomada é real, contudo, ainda é inferior aos índices de 2019, registrando recuo de 27,7% nas vendas.
Outros dados relevantes dão conta que em 2021 o segmento aponta a um total de 15.417 empresas, número 15,5% inferior em relação a 2019, com registro de 18.241. Em compensação, comparado ao ano passado cerca de 13.303 estabelecimentos comerciais foram abertos, representando crescimento de 13,7%.
Conforme a pesquisa, a redução no consumo afetou diretamente o quantitativo de empresas varejistas atuantes no setor (vestuário, calçados e artigos de viagem).
Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps avalia que o Amazonas teve pouco menos de 28% de perda de valores nominais de potencial de consumo entre 2019 e 2021, no segmento de Moda, englobando despesas com vestuário, calçados e joias/bijuterias. Essa queda foi sentida pelo segmento do comércio varejista da categoria, que teve fechamento de 15,5% das empresas do segmento entre 2019 e 2021, ou seja, 2.824 empresas de comércio varejista de vestuário, calçados e artigos de viagem fecharam as portas nesse período.
Nacional
No país, o setor de moda brasileiro deve movimentar, até o final de 2021, cerca de R$ 169,3 bilhões, retomando parte da fatia que havia perdido no ano passado em função da pandemia, quando respondeu por R$ 149,1 bilhões. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há quase 30 anos, com base em dados oficiais.
Em 2019, o potencial de consumo em moda chegou a R$ 210,6 bilhões, o que representa quase 20% a mais que a projeção atual..
Se o consumo começa a recuperar seu fôlego, a quantidade de lojas segue o mesmo ritmo. Segundo o IPC Maps, dos 1,5 milhão de comércios varejistas (vestuários, calçados e artigos de viagem) existentes em 2019 no Brasil, quase 350 mil fecharam suas portas no início da pandemia. Já neste ano, a quantidade de empresas voltou a subir, totalizando cerca de 1,3 milhão de unidades instaladas.
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