Varejo fraco em 2011, diz IBGE

Em: 15 de fevereiro de 2012
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados ontem apontam que 2011 foi um ano fraco para o comércio varejista no Amazonas
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Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados ontem apontam que 2011 foi um ano fraco para o comércio varejista no Amazonas

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados ontem apontam que 2011 foi um ano fraco para o comércio varejista no Amazonas. No ano passado, de acordo com o instituto, o comércio amazonense registrou um incremento de 4,9% no volume de vendas, abaixo da média nacional de 6,7% e do resultado de 2010, quando as vendas cresceram 9,93%.
Dessa forma, o Estado ficou apenas com a 22ª posição no Ranking Brasil, a frente apenas do Distrito Federal (4,3%) e dos Estados de Mato Grosso (3,7%), Alagoas (3,5%), Amapá (0,9%) e Sergipe (0,5%).
Na análise do disseminador de informações do IBGE-AM, Adjalma Jaques, devido às circunstâncias da economia mundial, somadas ao grau de endividamento provocado pela grande liberação de crédito no ano anterior, o consumidor teria ‘pisado no freio’ no ano passado, influenciando a pequena expansão.
“2011 foi um ano em que o comércio local precisava de fôlego para superar 2010, que foi o melhor dos últimos seis anos para o comércio. Conseguiu, mas na comparação com outros Estados, obteve um resultado tímido”, ponderou.
O vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Aderson Frota, explica que a decisão do governo federal de comprimir o crédito durante boa parte de 2011 para evitar um descontrole inflacionário, refletiu no desempenho final. “Dessa forma, apesar do índice positivo, não alcançamos o aquecimento esperado para o setor”, constatou.
Enquanto isso, o índice da receita nominal, que mede o faturamento bruto do comércio, apresentou crescimento de 8,9% no ano e de 7,6% apenas no mês de dezembro, na comparação com o mesmo período de 2010, índice esse, que para o IBGE, reflete um bom desempenho. “Isso porque a receita cresceu sobre o alto índice alcançado em dezembro de 2010, que foi de 15,9%, o que indica um faturamento satisfatório para o período”, detalhou Adjalma Jaques.
Já o volume de vendas em dezembro ficou abaixo da expectativa do IBGE-AM que declarou ao Jornal do Commercio, em novembro, esperar um crescimento de 6% nas vendas no último mês do ano. O incremento foi de apenas 3,7% nas vendas contra 12,11% do mesmo período de 2010 e em relação a novembro, houve queda de 1,3%.

Tendências

Aderson Frota projetou que, por ser um ano político, em 2012, a economia deve funcionar mais lentamente e apenas setores relacionados à execução das campanhas, como editorial e gráfico, que deverão ter melhores resultados.
“Mesmo assim, se não houver nenhuma outra crise, o desempenho será melhor do que no ano passado, e a economia volta a aquecer. Quanto ao início do ano, a tendência por enquanto é de aquecimento apenas no setor de serviços. A partir de março é que poderemos medir com mais precisão o desempenho do segmento comercial”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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