O comércio local tem argumentos a mais para projetar um retorno positivo no fim do ano. Isto porque os beneficiários do 13º salário devem receber, em média, R$ 130,34 a mais que a quantia paga no ano anterior, conforme dados divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) na última terça-feira.
O valor médio estadual de R$ 1,44 mil deve ser entregue a 869,91 mil beneficiários, dos quais 624,20 mil são trabalhadores no mercado formal, enquanto 245,71 mil são aposentados e pensionistas. Em relação aos que obtiveram o acréscimo em 2010 (773 mil trabalhadores), houve a entrada de mais 12% dos cidadãos amazonenses.
Segundo a supervisora técnica regional do Departamento, Alessandra Cadamuro, esta elevação se deve a expansão no número de assalariados. Representando 70,8% dos trabalhadores no mercado formal, os assalariados responderam por 615,51 mil dos 624,20 mil beneficiados nesta discriminação. No ano anterior, este algarismo era de 529,87 mil, dígito 16,16% inferior.
Na mesma categoria, o número de empregados domésticos com carteira assinada, que representa 1,0% destes trabalhadores, sofreu queda de 5,42% em comparação ao ano passado, quando já tinha perdido 8,24% no mesmo ano, em relação a 2009, saindo de 10 para 9,16 mil.
Segundo comunicado recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre a “Situação atual das trabalhadoras domésticas no país”, em dez anos a proporção de trabalhadoras domésticas com carteira assinada cresceu apenas três pontos percentuais, saindo de 23,7% para 26,3%. Enquanto isso, o número de diaristas atingiu, em 2009, 12 pontos percentuais acima do registrado dez anos antes.
De acordo com o estudo, a opção pela ocupação de diarista elevou a renda do emprego doméstico, porém, tornou o vínculo empregatício ainda mais precário.
Cifra Amazonense
Para realizar o pagamento dos favorecidos, as empresas tanto do setor público quanto privado devem desembolsar R$ 1,29 bilhão, cifra 24% superior a do ano anterior (R$ 1,04 bilhão).
Embora responda por 1,12% do total injetado na economia brasileira, aproximadamente R$ 118 bilhões, o saldo amazonense atual supera o de 2010, quando o montante era de apenas 1% do que seria pago em todo o país (R$ 102 bilhões). Com isso, o Estado mantém a segunda maior parcela da região Norte (24%), ficando atrás apenas da fatia destinada ao Pará, cujo capital estimado é de R$ 2,1 bilhões (40%).







