Assim como o índice nacional, que teve queda de 10,15% na passagem de setembro para outubro, as vendas de veículos no Amazonas recuaram 10,34%, de acordo com indicadores da Fenabrave (Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores), incluindo importados.
Depois de terem atingido o pico máximo em julho até agora, com a comercialização de 6.045 unidades, as concessionárias amazonenses já sofrem retração por três meses seguidos. Com 4.750 unidades, o resultado atingido no mês das crianças foi o terceiro menor dos dez meses já pesquisados, ficando atrás apenas do saldo dos dois primeiros meses do ano, 4.089 unidades vendidas em janeiro e 4.430 em fevereiro.
Em comparação ao ano anterior, as vendas das revendedoras no Estado tiveram um decréscimo de 10,34% ao colocarem 650 carros a menos nas ruas. Desta forma, outubro registra o segundo maior recuo de 2011, já que no último mês de março a queda foi de 17,19%, com 4.430 unidades contra 6.331.
Em virtude desta retração, a diferença no acumulado ante o ano anterior diminuiu mais ainda, somando 52.125 veículos contra 50.173. Embora mantenha um saldo positivo, a variação que era de 8,77% em julho e saltou para 8,01% em agosto, depois para 5,81% em setembro, ficou em 3,89% no décimo mês de 2011.
O resultado da capital, que contribuiu com 79,51% no total anotado nesses dez meses, não mostra sinais tão positivos quanto o estadual. Mesmo com um percentual pequeno, os dígitos de Manaus já mantêm uma diferença de -0,27% em confronto a igual período de 2010.
Apesar de não citar números, Vivaldo Santos, gerente de vendas da Pole Position, autorizada Hyundai, argumenta que o desempenho da revendedora tem sido bem abaixo do esperado. Conforme Santos, as especulações a respeito do período de aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) têm influenciado na hora das compras. “As pessoas estão com medo de comprar”, destacou.
Por sinal, o presidente da Federação, Sérgio Reze, também apontou as postergações da medida como um dos grandes motivadores dessa baixa nas vendas no território nacional.
Na tentativa de reverter esta situação, o gerente da concessionária sul-coreana afirma que o grupo tem investido em publicidade para mostrar que o imposto ainda não deve afetar o bolso do consumidor.
Segmentos
Tanto em relação ao mês imediatamente anterior, como em confronto a outubro de 2010, somente os ônibus conseguiram um saldo positivo no período, com 191 unidades, resultando em uma variação de 22,44% e 253,70%, respectivamente.
Juntos, os autos e comerciais leves vendidos no Estado gravaram uma soma de 2.483 unidades, número 17,73% ao de setembro (3.018) e 19,90% ao de igual mês do ano anterior (3.100).
Os caminhões, com a venda de 134 veículos, tiveram uma diferença mínima de apenas um algarismo em comparação a outubro de 2010. Quando comparado ao nono mês do ano, o resultado ficou 13,55% menor.
Já as motocicletas, com 1.942 unidades, sofreram retração de 10,34% ante setembro e de 12,04% em relação ao primeiro mês do último trimestre no ano passado.






