Venda de computadores bate recorde no país

Em: 22 de fevereiro de 2011
O mercado nacional de bens de informática já começa o ano com boas notícias. Segundo pesquisa da empresa e consultoria IDC, com 13,6 milhões de computadores vendidos no ano anterior, o país alcançou alta de 23,5% ante 2009
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O mercado nacional de bens de informática já começa o ano com boas notícias. Segundo pesquisa da empresa e consultoria IDC, com 13,6 milhões de computadores vendidos no ano anterior, o país alcançou alta de 23,5% ante 2009

O mercado nacional de bens de informática já começa o ano com boas notícias. Segundo pesquisa da empresa e consultoria IDC, com 13,6 milhões de computadores vendidos no ano anterior, o país alcançou alta de 23,5% ante 2009, superando a expectativa de 16% projetada na época.
Depois de sofrer uma retração de 6,4% há dois anos, por conta da crise mundial, o segmento, além de apresentar recuperação, já ultrapassa o saldo de 2008. Em relação ao acumulado daquele período, ano em que foram vendidos 11,8 milhões de computadores, houve um incremento de 15,25%.
Naquele ano, o mercado brasileiro assumiu a quinta colocação no ranking dos países com maior comercialização, perdendo apenas para os Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. Entretanto, neste ano o Brasil conseguiu desbancar o país britânico e já assume a quarta posição.
No Amazonas, embora o faturamento das indústrias de bens de informática no ano de 2010 (US$ 3.40 bilhões) tenha sido 17,67% menor que o de 2008 (US$ 4 bi–lhões), segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), as empresas do comércio amazonense seguem a mesma linha da média nacional.
Apesar de não revelar números, o gerente da rede de lojas PCI Informática, Inaldo Souza, comenta que o percentual do ano passado foi bem maior que o de três anos atrás.
Dos computadores vendidos no país, o estudo declara que 55% eram dos modelos de desktops e 45%, notebooks. Na PCI, as vendas dos portáteis atingiram o mesmo percentual das de desktops.
Ainda que, no início do ano, o crescimento nas vendas da empresa não tenha superado as expectativas, em decorrência do mês de férias, segundo Souza, o retorno dos amazonenses a cidade já rendeu ‘bons frutos’ para a rede, dando condições de projetar dados satisfatórios para 2011.
Na TV Lar, o começo de ano também não ultrapassou as projeções da empresa, de acordo com o gerente comercial de produtos de informática, Jair Abreu. No entanto, ainda assim o resultado foi positivo. No mês de janeiro, houve uma alta de 12% em confronto a igual mês do ano anterior. Já em fevereiro, o crescimento foi de 8%.
No acumulado de 2010, o setor de informática representou 7% do faturamento total da empresa, com ‘arrocho’ de 15%. Abreu diz que as informações deram impulso para uma previsão de crescimento na ordem dos 20%, no mínimo, para este ano.

Artigos de luxo viram objetos domésticos

Pelo visto, o comércio do segmento ainda continuará alçando ‘voos’. O gerente da PCI, Inaldo Souza, frisa que a rede teve uma expansão em 2010, com a abertura de mais duas lojas e, neste ano, a ampliação deve permanecer.
Além disso, devido os números no mercado estarem cada vez mais abundantes, a gerente administrativa da Core Systens Computadores e Redes Ltda, Franci Souza, conta que a empresa, que atua somente na área de serviços, oferecendo assistência técnica, deve passar a vender computadores em meados de março.
Aproveitando o gancho das vendas de computadores, os departamentos de acessórios tecnológicos também estão de ‘vento em popa’. Na Maxprint, o representante comercial, Carlos David, fala que a empresa obteve um acréscimo entre 15% e 25% na comercialização de produtos.
Ele ressalta que, neste ano, os acessórios destinados aos tablets já passam a ser os mais procurados. Neste caso, a projeção de vendas da empresa para os doze meses fica entre 20% a 30%.
O vice-presidente da Fe­comércio/AM (Fe­dera­ção do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), A­derson Frota, afirma que o setor de informática prevaleceu neste ano, em virtude dos artigos, que antes eram considerados de luxo, terem virado objetos domésticos.
Segundo ele, a popularização é tão grande que, no final do ano, o produto se tornou um dos itens mais pesquisados para presentes da festa natalina. O dirigente garante que, com as novas tecnologias, é provável que os dados positivos do setor se multipliquem.
De acordo com nota divulgada pelo gerente de pesquisas da IDC, Luciano Crippa, os números do estudo poderiam ser 1,45% maiores e totalizar 13,8 milhões de equipamentos, caso fossem incluídas as vendas de tablets, que somaram cerca de 100 mil unidades. A expectativa é que, em 2011, a comercialização da mercadoria triplique, alcançando a casa das 300 mil unidades.

Destaque nas vendas

Segundo o estudo, no quarto trimestre do ano passado, as vendas alcançaram 3,6 milhões de equipamentos, sendo 52,5% de desktops e 47,5% de notebooks. O número aponta um crescimento de 15% com relação aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2009.
No acumulado do ano, 65% dos computadores ven­didos foram para usuários domésticos e 35% para o mercado corporativo, incluin­do os segmentos de educação e governo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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