As vendas reais do setor supermercadista em agosto de 2010 cresceram 1,2% em relação a agosto de 2009, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Em comparação com julho deste ano, houve queda de -1,4%. No acumulado dos oito primeiros meses, as vendas do setor supermercadista alcançam alta de 4,74%, na comparação com igual período de 2009. A entidade destaca que os índices já foram deflacionados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou crescimento de 5,74% em agosto em relação a agosto de 2009 e queda de -1,37% sobre julho deste ano. O acumulado nominal, nos primeiros oito meses de 2010, chega a 9,83%, na comparação ao mesmo período do ano passado.
“As vendas em volume nos supermercados brasileiros mantêm uma considerável alta, com 6,8%. Sinal de que mais pessoas estão entrando no mercado de consumo, o que é um indicador importante de ascensão social”, avaliou o presidente da Abras, Sussumu Honda, em comunicado à imprensa.
Em agosto, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela empresa de consultoria econômica GfK, apresentou queda de -0,27% em relação a julho deste ano. Já na comparação com agosto de 2009, o AbrasMercado apresentou crescimento de 4,11%, passando de R$ 260,24 para R$ 270,94.
Lista de compras
Os produtos com as maiores altas em agosto, na comparação com julho, foram: papel higiênico, com 4,16%; carne dianteiro, com 3,09%; e biscoito maisena, com 2,85%. Já os produtos com as maiores quedas foram: cebola, com -27,12%; batata, com -18,17%; e desinfetante, com -3,51%.
Autosserviço registra alta de 6,8% no acumulado
De acordo com o Índice Nacional de Volume, pesquisado pela empresa de consultoria econôimca Nielsen para a Associação Brasileira de Supermercados, o autosserviço brasileiro apresentou, no acumulado até agosto de 2010, crescimento de 6,8% nas vendas em volume, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a variação ficou em 2,00% (confronto dos primeiros oito meses de 2009 sobre mesmo período de 2008).
O bom desempenho foi puxado pelas cestas de bebidas alcoólicas, com 16,3%, e bebidas não alcoólicas, com 11,1%. Também registraram crescimento as cestas de perecíveis, com 9,2%; limpeza caseira, com 6,2%; mercearia salgada, com 5,2%; mercearia doce, com 3,9%; higiene e beleza, com 3,7%. A cesta “outros”, que contém principalmente produtos de bazar, foi a única a ter queda no volume vendido, com -1,2%.
Desempenho por região
Nas regiões do país, todas as áreas pesquisadas pela Nielsen registraram aumento no volume vendido durante o período. Em comparação aos oito primeiros meses de 2009, o maior crescimento registrado pelo estudo aconteceu na região que engloba os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, além do interior do Rio de Janeiro, com 10,4%, seguida pelo Sul, com 8,7%; Nordeste (Ceará até Bahia), com 8,3%; Grande São Paulo, com 8,1%; interior e litoral de São Paulo, com 4,0%; Grande Rio de Janeiro, com 3,9%; e Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, com 3,0%.
Os produtos que apresentaram as maiores altas percentuais, em termos de volume de vendas, foram: cerveja (19,5%); queijo (15,7%); suco de frutas pronto para consumo (15,1%); refrigerante (12,0%); e salgadinho para aperitivos (11,8%).
No levantamento da Abras, os produtos que registaram os maiores índices de quedas percentuais, em termos de volume de vendas, foram: purê de tomate (-21,3%); sidra (-20,1%); rum (-12,7%); vermute (-9,1%); e extrato de tomate (-8,9%).






