Vendas de dezembro animam mercado

Em: 22 de janeiro de 2016

Mercado interessante e promissor, assim a Ademi-Am (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas) identifica o setor imobiliário no Amazonas e em especial, Manaus. Os números de dezembro de 2015 para a capital reforçam a constatação, no período foram vendidos 232 imóveis, um índice de VSO (velocidade de venda sobre a oferta) na ordem de 6,7%. Mesmo com o distrato (cancelamento do contrato por falta de condições para quitar o saldo na entrega das chaves) em 2015 atingindo 15%, o setor parece não desanimar.

O valor médio do metro quadrado (R$ 4.451 segundo o índice Fipe-Zap, principal termômetro do mercado imobiliário brasileiro), bem abaixo da média nacional de R$ 7.300, também derruba o mito de que Manaus é uma cidade cara para a construção civil, segmento que gera mais de 76 mil empregos diretos e indiretos no Estado

Estabilidade e solidez

Alta inflação, dificuldades de logística e falta de produtores de matéria prima para a construção não impedem a expansão do setor, motivado por novas áreas a serem construídas e, sobretudo, linhas de crédito e taxas mais compatíveis com a realidade, explica o presidente da Ademi, Romero Reis. “As taxas de juros praticadas atualmente favorecem o comércio e o metro quadrado mais barato se encaixam nas necessidades do consumidor”, afirma Reis.

Para o presidente, os números tendem a se estabilizar em 2016, com o mercado ganhando força a partir do segundo semestre. “Dezembro foi período para as incorporadoras se desfazerem de estoques, o que ainda vai perdurar por um tempo. Já no segundo semestre virão os lançamentos e pelas perspectivas serão de boas vendas. Em análise rápida, os valores praticados serão estáveis, assim como as taxas de juros que estão no mesmo patamar de dois ou três anos”, disse.

Novas áreas

Dos 232 imóveis vendidos em dezembro, 62 são do bairro santa Etelvina (zona Norte) confirmando a busca por novas áreas de expansão. Outro aspecto interessante: todas adquiridas pelo programa “Minha casa, Minha Vida”. “A cidade se expande para a zona Norte e a chegada de novos núcleos do programa federal ‘Minha casa, Minha Vida’ garantem as vendas. O programa visto sobre a ótica social é exitoso, além de impulsionador para o setor, inclusive com a chegada ao interior”, comenta Reis.

O interior também é visto como uma realidade para o setor imobiliário amazonense e alvo natural, segundo Reis. “A RMM (Região Metropolitana de Manaus) é a última grande fronteira. Cruzar a ponte pode ser uma das saídas para o mercado. O município de Iranduba é um grande exemplo, possui baixa densidade populacional, o que favorece o crescimento do mercado que logo precisará de novas áreas”, ressalta.

Do tamanho do bolso

Os maiores números de vendas em dezembro, segundo a pesquisa divulgada pela Ademi-Am foram de apartamentos de dois quartos. Esse tipo de imóvel foi responsável por 124 unidades das 232 vendidas e se enquadra também na categoria mais ofertada, 1,2 mil habitações disponíveis. “Os preferidos foram os imóveis de 50 m² a 100 m², com 93% das vendas. Isso também aponta para a chegada a Manaus de uma tendência das megalópoles como Tóquio. Os pequenos estão no topo” disse o presidente.

A pesquisa da Ademi-Am aponta o bairro Terra Nova (zona Norte) como o de metro quadrado mais barato na cidade, R$ 3.239. Já o mais caro está no Adrianópolis (zona Centro-Sul) com R$ 7.828. o mesmo bairro ainda é o que mais possui unidades disponíveis para venda, 570, seguido pela Ponta Negra (zona Oeste) com 509 unidades.

A Ademi-Am é uma das mais novas do Brasil. Fundada em março de 2015, conta com 28 associados entre os maiores VGVs (Valor Geral de Vendas) do mercado. “Retratar o balanço do mercado, cria uma relação de confiança entre nosso associado e o consumidor, fazendo com que este último escolha o mais adequado ao seu bolso”, fecha Reis.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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