O Vinho, uma bebida ainda pouco apreciada pelos amazonenses, revela seu melhor período para as vendas no mês de dezembro, época festiva em que representa 75% das comercializações durante todo o ano. De acordo com a presidente da Confraria das Amigas do Vinho em Manaus, Regina Souza, no ano de 2007, as vendas devem alcançar alta de 15% no comparativo com o ano anterior.
Souza acredita que a baixa do dólar neste ano não deve impactar na redução de preços diretamente nas prateleiras.
Segundo ela, o vinho sofre uma taxação, que ao seu parecer é absurda, estipulada em 25% sobre o valor, visto que é equiparado a artigos de luxo. “Já foi pior, houve um período em que a cobrança era de 48%”, disse.
Segundo a presidente da o mercado de vinhos está em significativa expansão por todo o país e América latina, porém o consumo e a disseminação cultural do vinho na região ainda estão em segundo plano diante de todo este processo.
Mesmo com a baixa representatividade de adeptos da bebida, Regina Souza considera o índice de apreciadores positivo. Com o lema ‘liberte-se das regras, beba vinho simplesmente’, a empresária, que também é proprietária da adega Vino y Vida, espera maior participação do público no próximo ano e trabalha duro para minimizar os períodos de sazonalidade do consumo oferecendo happy-hours às sextas-feiras e realizando cursos sobre o assunto mensalmente.
Sucesso dos chilenos
Entre os 300 rótulos de vinhos que oferece, ela afirmou que os de maior destaque são os chilenos, mais consumidos devido à qualidade alcançada nos últimos anos. Em segundo lugar estão os argentinos, que caíram de vez no gosto dos brasileiros e manauenses em geral, e em terceiro, os vinhos brasileiros. Além destes, ela conta com exemplares uruguaios, norte americanos, australianos, neozelandeses, sul-africanos, franceses, portugueses, espanhóis e italianos. “O melhor vinho é aquele que você gosta”, disse.
Mercadoria com rotulo festivo
A Vino y Vida é a única representante e distribuidora local da empresa Miolo Wine Group e na referida adega os preços variam entre R$ 16, para miolo seleção tinto e R$790, preço da garrafa de vinho barca velha, de 750ml. As cestas natalinas variam de R$ 30 de R$ 1 mil e são compostas de acordo com o perfil, gosto e bolso do cliente.
Conforme explicou Regina Souza, existem alguns elementos mal esclarecidos quando o assunto envolve a temática, como por exemplo, a confusão entre as palavras enólogos, enófilos e somelier.
Estudiosos do líquido
Enólogos, explicou, são os estudiosos que acompanham o vinho desde a produção à venda. Enófilos são os apreciadores da bebida e o somelier é o profundo conhecedor da bebida, geralmente um profissional que presta serviços especializados em restaurantes. “E ainda há os enochatos, pessoas que se julgam conhecedoras do assunto e defendem regras medíocres que acabam deixando qualquer pessoa constrangida” afirmou Souza, defendendo a degustação do vinho sem obediência aos rituais impostos pelos apreciadores excêntricos. “Queremos mostrar que beber vinho (moderadamente), gera reflexos principalmente em qualidade de vida”, concluiu.







