As vendas no comércio no país em agosto cresceram 0,7%, na comparação com julho, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da quarta alta consecutiva na comparação mês a mês.
Em relação ao mês de agosto de 2008, houve alta de 4,7%, menor avanço desde maio, quando o ganho foi de apenas 2,9%. Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 5,7% e, em julho, de 6%, na mesma leitura.
No acumulado de janeiro a agosto, o comércio tem crescimento médio de 4,7% em relação a igual período em 2008. Nos acumulado dos últimos 12 meses até agosto, as vendas cresceram 5,4%.
A receita nominal de vendas no comércio teve expansão de 0,8% em agosto, na comparação com julho.
Em relação a agosto de 2008, a receita do comércio aumentou 8%, com destaque para o setor de artigos farmacêuticos e medicamentos, cuja alta foi de 22,5%.
As vendas no comércio varejista ampliado -que inclui ainda o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção apenas no varejo- registraram alta de 3,3% em agosto, frente a julho. Na comparação com agosto de 2008 houve alta de 5,5%.
As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 2,5% na comparação com julho, recuperando-se de um tombo de 11,5% em julho em relação a junho. Já as vendas de material de construção no varejo registraram alta de 1,1%, segundo resultado positivo consecutivo.
Na comparação com julho, três das oito atividades pesquisadas registraram crescimento. Por outro lado, houve retração nas vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, de 4,9%, e de tecidos, vestuário e calçados, de 2%.
As vendas de combustíveis e lubrificantes caíram pelo terceiro mês consecutivo, apresentando retração de 0,7% em agosto, na comparação com o mês de julho.
Volume de vendas
Em agosto, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta de 8,5% no volume de vendas, sobre igual mês do ano anterior, e deu a principal contribuição à taxa global do varejo. Esse resultado, acima da média, se justifica pelo aumento do poder de compra da população decorrente do crescimento da massa de rendimento real habitual dos ocupados (3,0% sobre agosto de 2008, segundo a PME); bem como pela estabilização dos preços do setor que evoluíram, no acumulado dos últimos 12 meses, em 1,8% no Grupo Alimentação no Domicilio, ficando abaixo da inflação global medida pelo IPCA (4,4%). Os acumulados da atividade nos oito primeiros meses do ano e nos últimos 12 meses foram de 7,4% e 6,4%, respectivamente.
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a segunda maior participação na taxa global do varejo, apresentou crescimento de 14,9% na comparação com agosto do ano passado, e taxas acumuladas de 12,5% no ano e de 13,3% para os últimos 12 meses. As condições econômicas favoráveis no que diz respeito ao comportamento da massa de salários e a retomada gradual do crédito, somadas à essencialidade dos produtos do gênero, são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.
A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., exerceu o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo: 7,3% no volume de vendas em relação a agosto de 2008. Esse resultado mostra que a atividade continua tendo, também, seu desempenho relacionado ao movimento da massa real de salário e do crédito. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros oito meses do ano foi de 9,0% e para os últimos 12 meses, de 8,7%.
A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 0,6% no volume de vendas em relação a agosto do ano passado, foi o quarto maior impacto na formação da taxa de desempenho do Comércio Varejista. Esse resultado, o segundo positivo depois de cinco meses de queda, é explicado basicamente pela recente melhoria do crédito, pela queda dos preços da chamada linha branca, como reflexo da redução do IPI, e pela evolução positiva da massa de salários da população ocupada. No ano, a atividade acumulou taxa de -1,6% e nos últimos 12 meses, de 2,6%.
A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria, com crescimento de 11,1%, exerceu a quinta maior influência no resultado do varejo. O indicador acumulado no ano obteve variação de 9,2%, e o dos últimos 12 meses de 10,1%. Estes resultados são decorrentes da melhoria da renda e da diversificação de produtos comercializados.
O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pela sexta maior contribuição na formação da taxa global, obteve acréscimo no volume de vendas, em agosto, da ordem de 0,1% sobre igual mês do ano anterior, e taxas acumuladas de 13,3% no ano e de 21,0% nos últimos 12 meses. O que explica a variação desse mês é a queda nas receitas de várias empresas do ramo, concentradas principalmente no estado de São Paulo, com significativo peso na estrutura nacional.






