Vendas do comércio fecham abaixo da média nacional

Em: 14 de setembro de 2011
Pela quarta vez no ano, o volume de vendas do comércio varejista amazonense ficou abaixo da média nacional, quando comparado a igual período de 2010
Pela quarta vez no ano, o volume de vendas do comércio varejista amazonense ficou abaixo da média nacional, quando comparado a igual período de 2010

Pela quarta vez no ano, o volume de vendas do comércio varejista amazonense ficou abaixo da média nacional, quando comparado a igual período de 2010. Apesar disso, enquanto o país manteve o mesmo índice de alta entre junho e julho sobre mesmo período do ano anterior (7,1%), o Amazonas saltou de 5,8% para 6,5% no sétimo mês do ano, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com análise do disseminador de informações do IBGE/AM, Adjalma Nogueira, oito das catorze atividades pesquisadas apresentaram crescimento positivo nas vendas do mês. Porém, o resultado positivo foi impulsionado pelo desempenho dos setores de alimentos/supermercados, materiais de construção e óticas.
Em declaração anterior ao Jornal do Commercio, o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, havia projetado que, nos próximos três meses, o grau de elevação nos dados de inadimplência resultaria na queda do desempenho do comércio local.

Crise internacional traz efeitos

Coincidentemente, junto a outras três das 27 Unidades da Federação pesquisadas, o Estado obteve performance desfavorável em relação ao mês imediatamente anterior com ajuste sazonal. Neste caso, o Amazonas obteve a terceira maior queda (-0,8%), ficando atrás do Amapá, com decréscimo de 7,7% e Alagoas, com -1,1%.
O vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado do Amazonas), Aderson Frota, comenta que a desaceleração ocorreu em virtude da apreensão quanto a crise internacional, além da elevação da taxa Selic. Na época, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) havia elevado a taxa de juros em 0,25%, a quinta alta no ano.

Período de férias causa retração

Além disso, Frota argumenta que, em virtude das férias, o volume de viagens também teve aumento, ocasionando a menor injeção no comércio. Por sinal, o fluxo de embarques e desembarques no Aeroporto Internacional de Manaus aumentou 9,73%, de acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), com 278.423 passageiros em julho frente aos 253.737 no mês dos namorados.
O representante do Instituto detalha que o saldo de julho possibilitou o acúmulo de 7,0% no volume de vendas do ano e de 8,9% para os últimos doze meses. Mesmo com o Amazonas permanecendo em um nível intermediário de crescimento em relação aos outros estados, Nogueira salienta que “não deixa de ser um bom número, já que cresce com valores acima da inflação e mantém uma constante nos meses com sazonalidade e sem sazonalidade (festas e não festas)”.
O disseminador destaca que os algarismos dos próximos dependerão das circunstâncias econômicas que se apresentam. Ele ressalta que os juros altos e o endividamento do consumidor contribuirão para a freada nas compras, especialmente dos bens de uso permanente, que necessitam de parcelamento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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