A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e a MB Associados informaram que mantêm a previsão de alta nas vendas de automóveis e comerciais leves neste ano em relação a 2012. A estimativa ainda aponta que as vendas desses veículos devem somar 3,754 milhões de unidades em 2013, alta de 3,3% sobre 2012.
A Fenabrave e a MB Associados preveem ainda um crescimento de 10,53% nos emplacamentos de caminhões e ônibus entre 2012 e 2013 Com isso, as vendas dos veículos devem somar 185.068 unidades este ano. O mercado total de autoveículos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – deve encerrar 2013 com 3,939 milhões de unidades emplacadas, alta de 3,62% sobre 2012.
Já a previsão do desempenho nas vendas de motocicletas sinaliza para uma queda de 2% nos emplacamentos entre 2012 e 2013, para 1,605 milhão de veículos. Com o fraco desempenho das motos, a Fenabrave espera que o total de veículos emplacados no Brasil em 2013 cresça 1,93%, para 5,54 milhões de unidades.
Caminhões
Na esteira do bom desempenho dos setores agropecuário e de construção, os veículos pesados puxaram o crescimento de 7% nas vendas de caminhões no primeiro semestre, ante igual período de 2013 e de 22,3% em junho sobre junho de 2012. Com isso, a oferta de veículos já começa a ficar restrita e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) admite até mesmo a falta de algum modelo com capacidade acima de 30 toneladas de carga neste segundo semestre.
“A indústria se adaptou naturalmente para o crescimento das encomendas até o final deste ano. Os veículos não devem faltar, mas é possível que isso possa ocorrer”, afirmou o vice-presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Outro fator que ajuda nas vendas de caminhões, segundo ele, são as taxas de juros “deflacionadas” no financiamento de caminhões pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e pelo Finame. Por outro lado, as restrições de crédito ainda atingem as motos, setor que deve apresentar um recuo de 2% nas vendas em 2013 ante 2012, principalmente pela queda nas vendas dos modelos de baixa cilindrada. “Com o cenário de juros, dólar e inflação em alta, é de se esperar a severidade maior do crédito”, afirmou Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.







