Vendas no Dia dos Namorados superam expectativas do varejo

Em: 19 de junho de 2019
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O número do volume de vendas para o Dia dos Namorados superou as expectativas do comércio varejista local. De acordo com a CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), as vendas aumentaram 2,5% em relação ao registrado 12 meses antes, 0,3 pontos percentuais acima da projeção inicial do setor (+2,2%).

Após realizar um apanhado nas lojas de rua e dos centros de compra – e principalmente junto àquelas que venderam produtos e serviços especializados para a data comemorativa –, a entidade estima que o setor conseguiu superar a marca dos R$ 48 milhões de bens e serviços comercializados, encostando nos R$ 50 milhões.

O presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, destaca que um dos segmentos que mais saiu ganhando foi o de serviços em geral e de bares e restaurantes em particular. Segundo o dirigente, as empresas se prepararam com promoções voltadas para o evento e as que se diferenciaram saíram na frente, com números ainda melhores e acima da média.

“Tivemos um crescimento maior do que o programado e uma avalanche de gente em cima dos restaurantes, com todos os estabelecimentos lotados. Nos shoppings havia bastante gente na terça-feira (11) e na quarta-feira (12). Acho que todo mundo entrou naquela sintonia de presentear e homenagear, não apenas o namorado ou namorada, mas a pessoa de quem gosta”, comemorou.

O incremento percentual no Dia dos Namorados deste ano superou em 150% a marca alcançada em 2018 (+1%). O número, no entanto, está longe da média dos patamares pré-crise (+4%). Sem mencionar números, o presidente da CDL-Manaus confirma também que o valor médio de compras, projetado pela pesquisa da entidade (R$ 136,90) não foi alcançado.

“O ticket médio foi um pouquinho abaixo do que esperávamos. Bem pouco. Mas, houve uma base maior de consumidores que resolveram comprar algo para alguém especial nesse dia e se empolgaram com a sensação de todos fazerem a mesma coisa”, amenizou.

Dos 500 consumidores ouvidos pela CDL-Manaus, entre os dias 6 e 17 de maio 22,48% pretendiam gastar até R$ 80 na compra e 21% iriam fazer o mesmo com R$ 80,01 a R$ 100 (21%). Em terceiro lugar, estavam os 14,48% que iriam consumir de R$ 100,01 a R$ 150, seguidos pelas faixas de R$ 150,01 a R$ 200 (13%), de R$ 200,01 a R$ 250 (10,51%), de R$ 250,01 a R$ 300 (7,2%) e de R$ 300,01 a R$ 400 (6,38%). Apenas 3,4% pretendiam ir além desse valor e 1,54% ainda estavam indecisos no momento da sondagem.

Crédito e parcelado

Conforme Ralph Assayag, com exceção do valor médio das compras, o comportamento do consumidor seguiu os parâmetros do levantamento em termos de preferências por produtos. Os artigos de perfumaria foram a escolha da maioria (17,9%, na pesquisa), seguidos por vestuário (14,6%), calçados (10,8%) e produtos de beleza (8,9%).   

O mesmo se deu, segundo o dirigente, em termos de meios de pagamento. Na pesquisa de intenção de compras da entidade, a maioria preferiu adiar o compromisso: 27,6% disseram que iriam optar pelo cartão de crédito com valor parcelado, seguidos por aqueles que optaram pelo cartão da loja (20,9%) e pelo crediário ou carnê (5,4%). Apenas 23,8% anunciaram a intenção de pagar com cartão de débito e 19% preferiam o dinheiro. O número de indecisos foi de 3,1%.

A maioria das pessoas ouvidas pela CDL-Manaus ganhava entre R$ 1.500,01 e R$ 2.500 mensais (31,4%). Na segunda posição veio a categoria que recebia de R$ 937 a R$ 1.500 (25,1%), sendo seguida pelas faixas de R$ 2.500,01 a R$ 3.500 (19,5%), de R$ 3.500,01 a R$ 4.500 (13,1%), de R$ 4.500,01 a R$ 5.500 (7%), e acima de R$ 5.500,01 (3,9%). No corte por classes socioeconômicas, 55% estão na classe C, seguidos pela B (35%), D (7%) e A (3%).

Lojas âncora

O presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Azury, ressalta que houve um “pequeno crescimento” para comércio varejista, como um todo, sendo que o segmento que realmente teve um desempenho melhor foi o das lojas âncora dos shoppings, com vendas bem acima da média.

“Os estabelecimentos um pouco menores, tanto nos bairros, quanto no Centro, tiveram um desempenho um pouco inferior, sendo que alguns até registraram vendas negativas. Mas, já era esperado e temos que ver o resultado como um todo, que foi melhor do que no ano passado. Principalmente para os segmentos de confecções, perfumaria e até para joias e semijoias”, finalizou.

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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