Vendas no Tesouro Direto batem recorde no mês de julho

Em: 20 de agosto de 2008
As vendas de títulos públicos para pequenos investidores pela internet bateram recorde no mês passado. Segundo dados do Tesouro Direto, foram vendidos R$ 183 milhões em títulos em julho. O recorde anterior (R$ 128 milhões) era de janeiro deste ano.
As vendas de títulos públicos para pequenos investidores pela internet bateram recorde no mês passado. Segundo dados do Tesouro Direto, foram vendidos R$ 183 milhões em títulos em julho. O recorde anterior (R$ 128 milhões) era de janeiro deste ano.

As vendas de títulos públicos para pequenos investidores pela internet bateram recorde no mês passado. Segundo dados do Tesouro Direto, foram vendidos R$ 183 milhões em títulos em julho. O recorde anterior (R$ 128 milhões) era de janeiro deste ano.
O número de investidores cadastrados no sistema, que era de 103 mil no final do ano passado, chegou a 126,8 mil. O governo tem hoje R$ 1,8 bilhão dos títulos da dívida pública na mão desses aplicadores.
Os papéis mais vendidos em julho foram a NTN-B e a NTN-B principal (41% das vendas), com diferentes vencimentos, que pagam uma taxa de juros prefixada mais a correção da inflação medida pelo IPCA. O valor médio por operação foi de R$ 18 mil, mas 60% dos investimentos foi de até R$ 5.000.
Em relação à rentabilidade, os títulos prefixados NTN-F com vencimentos para os anos de 2017 e 2014 apresentaram retorno de 6,04% e 5,05% no mês, respectivamente.
No acumulado dos últimos 12 meses, as rentabilidades da NTN-C 2011, NTN-C 2021 e NTN-C 2017 foram de 19,08%, 15,82% e 14,93%, respectivamente. Esses papéis, corrigidos por juros mais IGP-M, não estão mais sendo vendidos pelo governo. É importante lembrar que os títulos comprados no Tesouro Direto podem ser revendidos ao governo independentemente da sua data de vencimento. Os resgates são feitos pelo Tesouro sempre às quartas-feiras. Para investir no Tesouro Direto é preciso estar cadastrado em algum banco ou corretora de valores. O desempenho da aplicação depende também da taxa cobrada por cada instituição.
Algumas não cobram nada. Os grandes bancos, em geral, têm as taxas mais caras. A lista pode ser vista no site do Tesouro. O valor mínimo de aplicação equivale a 20% do preço do qualquer título. Hoje, o título mais barato é vendido por cerca de R$ 600 e o mais caro, por R$ 3.500.

Dívida pública
tem queda de 3,4%
A dívida pública federal interna em títulos públicos recuou em julho, depois das altas registradas nos dois meses anteriores. Apesar disso, houve uma piora no perfil da dívida, já que o governo aumentou a emissão de papéis indexados à taxa básica de juros (Selic). O valor da dívida interna caiu de R$ 1,247 trilhão em junho para R$ 1,204 trilhão no final do mês passado, uma queda de 3,44%. A redução foi motivada pela recompra de títulos promovida pelo governo, que foi de R$ 57,5 bilhões no mês. O valor se refere à diferença entre emissões de R$ 33,3 bilhões e resgates de R$ 90,8 bilhões.
O efeito dos resgates só não foi maior por causa da apropriação de juros no valor de R$ 14,6 bilhões no mês.
A dívida pública externa caiu 2,70% no mês, para R$ 93,5 bilhões (US$ 59.7 bilhões). A redução se deve ao cancelamento dos títulos recomprados no terceiro bimestre do ano e à valorização do real em relação às moedas internacionais que compõem a dívida.
A dívida pública total em títulos, que inclui também a externa, passou de R$ 1,343 trilhão em junho para R$ 1,297 trilhão em julho, uma queda de 3,39%.
O PAF (Plano Anual de Financiamento) prevê que a dívida pública federal total irá fechar este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
A alta da taxa Selic, que já subiu neste ano de 11,25% a.a. para 13% ao ano, aumentou o custo da dívida. Nesse caso, houve impacto também da inflação, já que parte dos títulos do governo está indexada a índices de preços.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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