As vendas reais dos supermercados caíram 4,12% entre abril e maio já descontada a inflação, segundo dados divulgados pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). A Abras destaca que abril, por conta da Páscoa, é um forte mês em vendas, por isso a queda. Na comparação com maio do ano passado, as vendas subiram 4,01%.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2009, as vendas do setor subiram 5,36% ante o mesmo período de 2008. Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou crescimento de 9,42% em relação ao mesmo mês do ano anterior e queda de 3,67% sobre o mês anterior. Já o acumulado do período ficou em 11,27%.
Segundo a Abras “é possível observar o bom crescimento das vendas tanto na comparação com maio de 2008 quanto no acumulado de 2009, o que sinaliza que os consumidores brasileiros não diminuíram suas compras nos supermercados, apesar da retração da atividade econômica’’.
Em maio, a cesta AbrasMercado, que inclui 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK, apresentou alta de 2,24% em relação ao mês anterior, chegando a R$ 264,59. Já na comparação com abril de 2008, o AbrasMercado apresentou alta de 7,26%.
Os produtos da cesta que registraram as maiores altas em base mensal foram batata (21,04%), leite longa vida (14,31%) e queijo mussarela (9,04%). Na outra ponta, as maiores quedas foram em feijão (-6,12%), pernil (-3,57%) e farinha de trigo (3,28%).
Vendas melhores
O presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Sussumu Honda, disse na terça-feira que as vendas do setor devem reagir de forma mais consistente no segundo semestre deste ano. Segundo ele, a manutenção do consumo das famílias está garantindo a expansão das vendas nos supermercados, que no acumulado dos cinco primeiros meses do ano avança 5,36% em termos reais.
“O segundo semestre, naturalmente, é o melhor período das vendas. Além disso, o cenário está mais positivo, influenciado pela manutenção dos níveis de emprego”, afirmou. Honda acrescentou que a desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e eletrodomésticos da linha branca, por exemplo, de forma indireta contribuirá para o setor, pela manutenção dos empregos que a medida gera tanto na indústria quanto no comércio. “O ritmo de geração de empregos deve melhorar a partir de agora, contribuindo para a manutenção da renda, o que sustenta as vendas nos supermercados”, afirmou.
A entidade prevê para o próximo mês a revisão oficial da projeção de crescimento do setor em 2009, que atualmente está em 2,5%.
O dirigente admite que o número pode ser revisado para algo acima de 5%, com base no desempenho acumulado dos supermercados até o mês de maio.
Segundo Honda, o valor da cesta Abras Mercado, que mede a variação de preços dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados, após registrar alta de 2,24% em maio ante abril, pode desacelerar seu ritmo de crescimento.







