Vendas para este Natal devem apresentar aumento de 22,6%

Em: 10 de novembro de 2007
Projeção é relativa ao mesmo período do ano passado. Otimismo dos fabricantes é motivado pela estimativa de crescimento em torno de 11% do comércio varejista durante esta época.
Projeção é relativa ao mesmo período do ano passado. Otimismo dos fabricantes é motivado pela estimativa de crescimento em torno de 11% do comércio varejista durante esta época.

A previsão para o Natal de 2007 é bastante o­­ti­­­mista. Pes­­­quisas in­­­di­­­­cam que o aumento no vo­­lu­­­me de ven­­­das do comércio­ varejista deve ficar acima de 11%. Com isso, as vendas de chocola­­te também devem cres­­­cer, acompanhando a ten­­dên­cia geral e a do próprio mer­­cado, que deverá fechar o ano com um crescimento de 22,5% em relação a 2006.

A indústria esbanja criatividade nesta época. O chocolate já está bastante integrado ao espírito natalino e alguns exemplos são lançamentos como figuras natalinas decoradas com pó dourado, papais noéis com ou sem recheio e de vários tama­nhos, moedas recheadas, botas de chocolate, caixa de bolas de Natal douradas e prateadas, bonecos de neve com marsh­mallow, cartões e placas de chocolate com mensagens de boas festas.

Os fabricantes consideram o Natal uma segunda Páscoa, porque cada vez mais o chocolate marca presença como opção de presentes, brindes de empresas, componentes de cestas e também no cardápio das refeições festivas. “O chocolate qualifica quem dá e agrada a quem recebe”, disse Getúlio Ursulino Netto, presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados).

“É uma excelente opção pa­ra pre­­sentear no Natal, pois agrada aos mais diversos bolsos e gostos e continua derretendo corações. Hoje, quem quiser consegue até decorar uma árvore de Natal somente­ com figuras de chocolate”, a­­­cres­centou Ursulino Netto.

Indicado para presentes

Associações internacionais do setor apontam que 30% das compras de produtos de chocolate são destinadas para presentes. No Brasil ainda não há estimativas sobre este percentual, mas o aumento das vendas durante a época natalina aponta para esta tendência. Segundo o presidente da Abicab, “existe uma grande variedade de ofertas, formatos e preços que facilitam a quem quer presentear amigos, parentes, conhecidos”.

Figuras típicas

Além das figuras típicas, caixas de bombons variados e sofisticados, arranjos compos­tos com chocolate, cestas de Natal e brindes têm o chocolate como um atrativo muito gostoso. “Existem produtos pa­­­ra todos os tipos de pessoas”, afirmou o vice-presidente da associação para a área chocolate, Maurício­ Wei­­land. “Além disso, o chocolate é fácil de ser comprado, pois está disponível em mais de 600 mil pontos-de-venda em todo o país”, completou.

Ele dá alguns exemplos: “cai­­­xas de bombons têm preços variados, dependendo do tipo e do fabricante. Podemos­ encontrar figuras natalinas por menos de R$ 10 ou mais so­­fisticadas e mais caras. Os panettones com chocolate tam­­bém têm preços diversos: vão desde a versão mini, até as versões Premium. Portanto, é só usar a criatividade para montar um presente de bom gosto e com preços bastante acessíveis”.

Consumo cresce e mercado comemora

No fim do ano as vendas de chocolate crescem em torno de 20% com relação à média mensal. A previsão é que as 25,3 mil toneladas registradas durante este ano como média passem para 30,4 mil toneladas em dezembro.

“Por isso, mais uma vez, os fabricantes estão bastante otimistas com relação às festas de fim de ano”, observou Maurício Weiland.
Além de um cenário econômico mais favorável, o crescimento do consumo de chocolates pode ser explicado por alguns conceitos revelados por uma pesquisa exploratória realizada pela Abicab sobre o comportamento do consumidor, para o qual não há como substituir o chocolate: nada tem o mesmo sabor, nada oferece o mesmo prazer, nada tem a mesma consistência, nada derrete na boca e nada sacia o desejo. “Para substituir um chocolate, só mesmo outro chocolate”, acrescentou.

Até o fim deste ano as vendas de produtos de chocolate­ de consumo continuado (barras, bombons, tabletes) devem atingir as 304 mil tonela­das, o que representará um crescimento de 22,5% em relação às 248 mil toneladas comercializadas em 2006. “Es­­­sa estimativa relativa ao mer­­­cado interno demonstra um excepcional

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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