Vendas realizadas no mês ajudam a reduzir estoques

Em: 9 de dezembro de 2011
Estoque médio da indústria caiu para 12 dias em novembro ante 14 em outubro, segundo dados divulgados pela Anfavea
Estoque médio da indústria caiu para 12 dias em novembro ante 14 em outubro, segundo dados divulgados pela Anfavea

O crescimento de 14,6% nas vendas de veículos no mercado interno em novembro, comparativamente a outubro, ajudou a reduzir os estoques do setor automobilístico. De acordo com dados divulgados ontem pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o estoque médio da indústria caiu para 12 dias em novembro ante 14 em outubro. Nas concessionárias o estoque caiu para 23 dias ante 26 em outubro. No total o estoque caiu para 35 dias, o que representa 373.573 unidades, ante 40 dias em outubro e 374.342 unidades.
De acordo com o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, os estoques estão em um nível normal. “Se nós considerarmos que a maior parte dos países trabalha com 60 dias de estoque estamos com um nível bastante coerente e adaptado à realidade”, afirmou. Ele lembrou também que a maioria das montadoras entrará em férias coletivas depois do Natal e algumas permanecerão fechadas na primeira quinzena de janeiro. “Enquanto a Europa para em agosto nós paramos nos primeiros quinze dias de janeiro, que acaba sendo um período de ajuste de estoques também. Além disso, o mês de janeiro é mais fraco em vendas”, disse.
Belini atribuiu o crescimento das vendas em novembro à flexibilização das medidas macroprudenciais e à redução dos juros. “O mês de novembro foi uma grande surpresa para nós”, afirmou. Na avaliação dele, estes fatores, associados à maior disponibilidade de crédito e ao aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, deve contribuir para o aumento das vendas do setor no mercado interno em 2012. “Acreditamos que a indústria brasileira vai ter uma maior participação nas vendas. Em consequência do maior nível de nacionalização, o setor de autopeças deverá contribuir mais também”, disse. “Eu entendo, daqui para a frente, que essas medidas vão corroborar para que a indústria crie um novo vigor”.
De acordo com o presidente da entidade, a projeção da Anfavea para crescimento das vendas em 2012 considera apenas o mercado interno, uma vez que as exportações devem cair comparativamente a este ano. Belini afirma que o País precisa equacionar o problema de competitividade.
Ele reconheceu, porém, que a valorização do câmbio tem prejudicado as vendas externas. “Realmente o câmbio não está ajudando. No patamar de R$ 1,80 já deu um respiro, mas não é satisfatório”, disse ele, sem citar qual é o patamar considerado adequado para o setor. Os principais mercados para os quais o Brasil deve exportar veículos em 2012 são Argentina, Chile, México e Colômbia. “Mas nós acreditamos que o mercado interno será determinante para manter o vigor do setor e da economia brasileira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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