Vereador vai cobrar explicações sobre a viabilidade do Proama

Em: 31 de janeiro de 2012
O vereador Waldemir José (PT) vai dar entrada com uma ação junto a CGU (Controladoria Geral da União) visando obter uma explicação do governo do Estado …
O vereador Waldemir José (PT) vai dar entrada com uma ação junto a CGU (Controladoria Geral da União) visando obter uma explicação do governo do Estado ...

O vereador Waldemir José (PT) vai dar entrada com uma ação junto a CGU (Controladoria Geral da União) visando obter uma explicação do governo do Estado sobre a real aplicabilidade do Proama (Programa Água para Manaus) e o porque do atraso da obra. Até agora já foram gastos cerca de R$ 365 milhões sem que aja uma garantia de que o programa vai realmente resolver o problema da falta de água nos bairros das zonas leste e norte.
A previsão, segundo os técnicos do Proama, é que o sistema seja entregue no mês de março, contando, inclusive, com a presença da presidente Dilma Rousseff, que viria a Manaus para a inauguração. Isso, no entanto, não é garantia de que a água vai chegar às casas das mais de 500 mil pessoas. A questão é que o projeto do Proama prevê apenas que o sistema vai fazer a captação, tratamento e armazenamento de água, a distribuição, por lei, está a cargo do município que, no momento, tem contrato com a empresa Águas do Amazonas, que não vem cumprindo com o contrato de concessão.
“O que estão fazendo é uma irresponsabilidade, estão enganando a população dizendo que o Proama, quando inaugurado, vai resolver o problema da falta de água nos bairros das zonas leste e norte, e isso não é verdade”, disse Waldemir José. Acrescentando que “quem armou essa farsa contra a população terá que se explicar”. A obra obteve, inicialmente, recursos federais na ordem de R$ 249 milhões, com o governo do Estado, apresentando uma contrapartida de 10% desse total. Porém, ao longo de quase cinco anos, foram apresentados aditivos, elevando o custo da obra para os atuais R$ 365 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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