Vereadores querem abrir mão do pagamento de hora extra

Em: 8 de janeiro de 2009
A extinção do pagamento de hora extra para os vereadores e a redução do número de diretorias da Câmara Municipal de Manaus estão entre as principais mudanças propostas pelos vereadores que compõem a nova Mesa Diretora da 15ª Legislatura
A extinção do pagamento de hora extra para os vereadores e a redução do número de diretorias da Câmara Municipal de Manaus estão entre as principais mudanças propostas pelos vereadores que compõem a nova Mesa Diretora da 15ª Legislatura

A extinção do pagamento de hora extra para os vereadores e a redução do número de diretorias da Câmara Municipal de Manaus estão entre as principais mudanças propostas pelos vereadores que compõem a nova Mesa Diretora da 15ª Legislatura. As medidas foram discutidas ontem, 7, na primeira reunião da Mesa Diretora com o presidente Luiz Alberto Carijó (PTB). Após a reunião, Carijó, em companhia de vários vereadores, realizou uma visita aos gabinetes dos parlamentares para verificar a estrutura do prédio. “Estamos fazendo uma visita de verificação para observar as condições de funcionamento e mobiliário dos gabinetes dos vereadores, para que a gente tenha noção da casa onde estamos. A primeira coisa que você faz numa casa é olhar como estão os cômodos. Se o presidente não conhecer sua própria casa, como vai administrar?”, falou Carijó.
De acordo com o presidente, a extinção do pagamento de hora extra é um fato inédito no estado. “Somos uma das primeiras Câmaras a tomar essa decisão de extinguir o pagamento das extraordinárias e isso é um grande avanço”, destacou Carijó, explicando que para que isso ocorra será necessário emendar a Lei Orgânica de Manaus (Loman) no retorno das sessões ordinárias em fevereiro. Enquanto não é votada a emenda, Carijó informou que caso o prefeito Amazonino Mendes faça uma convocação extraordinária, os vereadores abrirão mão do pagamento extra. “Vamos extinguir o pagamento das reuniões extraordinárias em qualquer nível, seja na convocação do prefeito ou quando for necessária hora extra a partir de fevereiro. Teve extra não tem pagamento”, declarou.
Para a segunda secretária da Mesa Diretora, vereadora Glória Carrate (PMN), a decisão de acabar com o pagamento das extraordinárias foi um consenso entre os vereadores. “Estamos tentado resgatar a imagem do vereador com novas idéias, novos vereadores, novo presidente, pois essa imagem foi maculada no final do ano com a revolta dos estudantes”, considera a parlamentar. Para Glória, o fim da hora extra visa resgatar a credibilidade do político e dar um “Up grade” para os vereadores”, afirmou.
Quanto às mudanças administrativas Carijó destacou a diminuição do número de Diretorias da Casa, de sete para quatro. Serão extintas as diretorias Geral e de Engenharia e as diretorias de Planejamento, Administração e Finanças serão incorporadas numa só diretoria. “Do ponto de vista administrativo vamos enxugar a estrutura da Câmara diminuindo o número de diretorias”,explicou. Outra medida é a redução do salário dos diretores para que não haja incompatibilidade e desequilíbrio em relação aos salários dos demais servidores da Câmara.
De acordo com o presidente todas as mudanças estão sendo tomadas de forma consensual pela Mesa Diretora. “A partir de agora a Mesa Diretora trabalha de forma colegiada na administração da Casa, não é mais o presidente que define tudo. Agora todas as decisões administrativas serão tomadas pela mesa diretora e o presidente executa as decisões”, informou.
Para Carijó as mudanças são necessárias para melhorar o trabalho parlamentar. “Esperamos ter um canal sempre aberto com a sociedade, e que representemos bem a sociedade, pois essa democracia é uma democracia representativa e como democracia representativa nós representamos alguém, que são as pessoas que nos elegeram, ou seja, a sociedade”, conclui o presidente.

Redação

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