A semana em Manaus foi de abertura de diversas exposições e com temas também variados. Mitos indígenas, imagens regionais, ciências e artes, empreendedorismo e pioneirismo, estão expostas em salas diversas. O Jornal do Commercio lista as exposições que estão em cartaz.
Desde a terça (4), o hall de entrada da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas abriga a exposição “Pintura de Mitos e Lendas do Povo Baré”, com gravuras rupestres e arte naif, mostrando o cotidiano indígena em cores vivas. Todas as obras estão à venda, com preços que variam de R$ 70 à R$ 600. As telas usam acrílico sobre papel e tela. A mostra cultural fica em cartaz até esta sexta (7), das 8 às 14h.
Nesta quarta (5) mais três exposições abriram suas portas para a visitação pública. O artista plástico Uéliton Santana, ocupa a Galeria Moacir Andrade, no Sesc Centro, “Signos Acreanos”. As obras do artista acreano são produzidas com tinta acrílica e terra sobre tela de algodão. A exposição faz parte da programação do projeto Sesc Amazônia das Artes 2013.
O Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu) em parceria com a Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras (ACL), realiza o “Salão”, são 35 obras que utilizam vários suportes, como artes plásticas, esculturas, literatura, fotografias e instalações. Os artistas expostos são Homero Amazonas, Augusto Cardoso, Moacir Andrade, Tiana Sampaio e outros. O salão de artes fica aberto até o dia 22 de junho.
O Centro Cultural Palácio da Justiça recebe a exposição itinerante “Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil” idealizada elo professor da faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP), Jacques Marcovitch. A mostra já passou pelas capitais do Rio de Janeiro (2010) e Ceará (2012), com quase 90 mil visitas nas duas cidades.
Samuel Benchimol é homenageado
A exposição “Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil” tem como base uma trilogia escrita por Marcovitch sobre o cenário econômico e social brasileiro e mundial, entre os séculos 19 e 20, e conta a saga de homens inovadores que acreditavam no que faziam.
O terceiro volume conta a história de Samuel Benchimol (1923-2002), que tem objetos pessoais expostos na mostra. Benchimol foi exemplo de empresário e intelectual, autor de uma centena de ensaios, teses, livros e artigos. Era professor emérito da Universidade do Amazonas, onde criou a cadeira de “Iniciação à Amazônia”, foi também fundador do grupo Bemol/Fogás, voltado para o comércio exterior, distribuição de gás de cozinha e loja de departamentos.
Estão expostos em uma sala voltada ao empreendedorismo na Amazônia o manuscrito original de Benchimol para o livro “Amazônia: antes-depois e além depois” de 1977, o diploma de professor emérito da Universidade do Amazonas expedido em 1998, uma caderneta e um livro de rezas.
O empresário Jaime Benchimol comenta sobre as memórias do pai: “temos muito orgulho de ver Samuel Benchimol incluído entre esse grupo de pioneiros. É uma homenagem rara, meu pai sempre é lembrado por seus feitos acadêmicos, dando nome a escolas e prédios públicos. Essa é a primeira vez, entre empreendedores de todo o Brasil”, disse o empresário.
“Não podemos esquecer de outros pioneiros como Isaac Sabbá e J. G. Araújo, por exemplo. Meu pai estava entre eles, disposto a investir na Amazônia, aqui ele depositou seus sonhos, sua saúde e vontade de trabalhar. O testemunho desta luta, são as empresas fundadas por ele que continuam em funcionamento”, revelou Samuel Benchimol.







