Violência doméstica preocupa parlamentares

Em: 19 de agosto de 2008
Esse tipo de discussão tem que se fazer presente nos parlamentos e na sociedade como um todo, por se tratar de violência e não bastarapenas prender o agressor.
Esse tipo de discussão tem que se fazer presente nos parlamentos e na sociedade como um todo, por se tratar de violência e não bastarapenas prender o agressor.

A deputada Conceição Sampaio (PP) lamentou a morte de mais uma mulher, em Manaus, vítima da violência doméstica. O responsável pela tragédia foi o ex-marido que, enciumado e revoltado com a separação, matou a ex-companheira no último domingo, no bairro João Paulo II etapa, zona Leste da cidade. Ela disse que a Comissão Permanente dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa, da qual é presidente, tem procurado atuar nas comunidades e no interior do Estado, chamando a população à consciência para esse problema que tem afligido vários lares amazonenses.
“No ano passado, o Governo do Estado instalou o Conselho de Direitos da Mulher, mas a violência continua destruindo lares porque as famílias não estão assumindo o papel de base da sociedade, procurando dar bons exemplos dentro de casa”, avalia a deputada.
Na sua opinião, esse tipo de discussão tem que se fazer presente em todos os parlamentos e na sociedade como um todo, por se tratar de uma violência que não basta prender o agressor, que na maioria das vezes é o pai dos filhos da vítima, o ex-marido, o companheiro. “A morte dessa feirante de 34 anos pelo ex-marido é uma demonstração clara de que temos uma lei, a Maria da Penha, com bons mecanismos para coibir esse tipo de violência, mas é preciso que as pessoas assumam o compromisso na reconstrução de uma sociedade melhor, inclusive, denunciando os casos de maus tratos”, disse.
Conceição Sampaio reconhece ser difícil interferir dentro da casa de alguém, por se tratar de um local privado. No entanto, lembra que a Lei Maria da Penha diz que ‘em briga de marido e mulher nós podemos meter a colher sim’. No caso da feirante, que já tinha sido violentada pelo seu ex-companheiro com uma faca e nesta última tentativa veio a morte, Conceição disse que se tivesse sido tomado as providências devidas o crime poderia ter sido evitado.
Segundo a deputada, não basta discutir somente a violência urbana sem olhar para dentro dos lares e discutir a violência doméstica. Ela comentou, ainda, o caso do bebê esquartejado na cidade de Novo Airão, cujas partes, que tinha entre seis e sete semanas de vida, foram encontradas por populares quando era consumido por urubus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar