Violência e medo coletivo

Em: 3 de março de 2008
A sociedade contemporânea tem em suas rupturas e vínculos sociais um grande espectro de abordagens que sugerem, de pronto, a necessidade de um colóquio local referente às questões inerentes à psicossociologia e sociologia clínica.
A sociedade contemporânea tem em suas rupturas e vínculos sociais um grande espectro de abordagens que sugerem, de pronto, a necessidade de um colóquio local referente às questões inerentes à psicossociologia e sociologia clínica.

A sociedade contemporânea tem em suas rupturas e vínculos sociais um grande espectro de abordagens que sugerem, de pronto, a necessidade de um colóquio local referente às questões inerentes à psicossociologia e sociologia clínica. A interdisciplinaridade destas matérias é marco indiscutível desse campo da reflexão voltada para a análise das dimensões psíquicas, sociais e políticas que estão envolvidas no jogo da vida cotidiana do cidadão manauara em particular, embora este seja um problema nacional. Não estão isentos destes efeitos os movimentos sociais e as instituições. A violência, a vergonha (ou decência) social e o trabalho são temas recorrentes, onde transitam o medo coletivo, a pauperização da sociedade, o fundamentalismo e o terrorismo, enquanto do outro lado da moeda encontram-se as tentativas de reconstrução dos vínculos sociais, a exemplo do programa “Ame a Vida”, implementado pelo CDH (Centro de Desenvolvimento Humano), o qual já apresenta alguns resultados positivos no campo das comunidades periféricas, aquelas excluídas do processo de construção da sociedade na ótica da justiça social. O cidadão residente em Manaus já vem experimentando o medo de viver num centro urbano com cerca de 1,7 milhão de habitantes com seus revezes e viés sociais. O objetivo da idéia de um encontro local para esta discussão reside no empenho que os poderes constituídos devem dispender como resistência, na forma de políticas públicas, inerentes ao ser humano, quando se fala em atacar a raiz das intervenções psicossociais, ou seja, em outras palavras “cortar o mal pela raiz”. Lambanças Não só a nossa capital, mas todo o país têm sido vítima de lambanças de toda sorte, por parte de políticos e de administradores públicos. Na capital amazonense, a lambança fica por conta da manutenção da grande maioria dos logradouros públicos, que além de receberem um dos piores serviços de “tapa-buracos” dos últimos tempos, muitos deles ficaram no abandono total quanto ao capeamento asfáltico, particularmente, às vésperas das eleições de 2006, para os cargos de vereadores, deputados, senadores e governador. Coincidências à parte a sociedade não merece pagar um preço tão elevado, do ponto de vista dos prejuízos morais e sociais, além dos prejuízos econômicos e ambientais promovidos pelo poder público local. No campo nacional a lambança fica por conta do continuísmo do teatro político em que se constitui como palco o Congresso Nacional, haja vista o caso do “tostão furado” gerado pela discórdia em torno do tema “cartão corporativo” do governo federal, com extensões nos campos estaduais e municipais, inclusive, de administrações anteriores, também merecedoras de investigação mais criteriosa. São milhões de reais que foram derivados das contas públicas para fins não condizentes para o que se destinam. Há quem tenha pago até conserto de mesa de sinuca com estes cartões. É sério! As discórdias referidas anteriormente ficam por conta das brigas internas pelo poder de influir na dança dos interesses da Câmara e do Senado na complexa Comissão Mista – ou será mixta? Lambança menos pragmática também vem sendo à cada tempo as arbitragens de futebol nos principais campos do país, por conta de interpretações equivocados dos árbitros e bandeirinhas, para os quais não são imputadas penas mais rigorosas e justas, em face dos resultados que porventura possam vir a prejudicar quaisquer agremiação esportiva, em particular daquelas que, de fato, investem elevados recursos na melhoria destes espetáculos. Salientem-se neste caso os clubes do Sul e Sudeste do país, que em muitas ocasiões alguns deles são vitimados pela cartolagem que ainda rola em relação ás arbitragens. De nada adianta punir tão somente os jogadores profissionais por seus desvios de conduta, mas também aqueles árbitros irresponsáveis, que acabam por desestabilizar as pelejas, em favor de uma das partes, tirando do torcedor o mérito de julgar o desempenho do seu time do coração. Seria muito intere

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar