Visando 2014, PSDB já fala em renovação

Em: 13 de novembro de 2012
Na esteira da derrota sofrida na eleição pelo comando da maior cidade do país, integrantes do PSDB começam a repensar, com vistas a 2014, todo o modelo que hoje guia o marketing eleitoral da sigla
Na esteira da derrota sofrida na eleição pelo comando da maior cidade do país, integrantes do PSDB começam a repensar, com vistas a 2014, todo o modelo que hoje guia o marketing eleitoral da sigla

Na esteira da derrota sofrida na eleição pelo comando da maior cidade do país, integrantes do PSDB começam a repensar, com vistas a 2014, todo o modelo que hoje guia o marketing eleitoral da sigla. Depois de assistirem à vitória do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) sobre o ex-governador José Serra (PSDB) em São Paulo, tucanos já falam na necessidade de investir na roupagem do novo, com base na ideia de que a maior mensagem tirada das urnas foi um clamor do eleitorado pela renovação.
Para alguns dirigentes, ganha força a tese de que o partido custou a atualizar sua forma de se comunicar com o eleitor. Faltaria à legenda a capacidade de “vender um sonho”, uma receita que, para eles, foi perfeitamente assimilada pelo PT. Foi assim, dizem, na campanha que elegeu Dilma Rousseff como sucessora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mesmo vale para a eleição de Haddad. Nos dois casos, a comunicação petista foi assinada pelo marqueteiro João Santana.
As discussões no PSDB, por enquanto, ocorrem de forma fragmentada. Até agora, o partido não reuniu sua direção para fazer uma avaliação do desempenho na eleição municipal. Mas uma das propostas de quem defende uma guinada no marketing é o distanciamento em relação ao marqueteiro Luiz González.
González foi recrutado por tucanos para comandar as principais campanhas do partido nos últimos anos. Foi ele quem assinou a campanha vitoriosa de Serra na prefeitura em 2004, assim como sua empreitada para o governo estadual em 2006. Foi González também quem comandou o marketing bem-sucedido da reeleição de Gilberto Kassab (PSD), em 2008, e a eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo do Estado, em 2010.
É na esfera presidencial que reside a maior parte do desgaste. Além de ter comandado a campanha derrotada de Alckmin ao Planalto em 2006, González teve de digerir críticas de tucanos à forma como comandou a campanha presidencial de 2010. Por outro lado, na eleição deste ano em São Paulo, mesmo os mais críticos admitem que outros fatores contribuíram muito mais para o fracasso nas urnas, como a rejeição pessoal de Serra, o desgaste provocado por sua saída da prefeitura em 2006 e mesmo debates como o do kit anti-homofobia. Ainda assim, há quem critique, por exemplo, um investimento excessivo no tema do mensalão na campanha.
González já repetiu várias vezes a dirigentes tucanos nos últimos anos que pensa em se aposentar de vez das campanhas eleitorais e voltar sua carreira para outro lado, mais especificamente para o cinema. Ainda assim, foi Serra quem pediu pessoalmente ao jornalista que assumisse a campanha de Kassab em 2008, marcada por ideias como “kassabinho”, boneco do prefeito que aparecia na mão de várias crianças durante a campanha.
Da mesma forma, Serra e Alckmin recrutaram o jornalista para assumir o marketing nas corridas presidencial e paulista de 2010, num esforço para assegurar uma linguagem única das campanhas tucanas. E, novamente, Serra o escalou este ano para a empreitada.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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