Vivaldão começa a ser demolido para as obras da Arena

Em: 14 de julho de 2010
Previsão do governo estadual e da Andrade Gutierrez é que os serviços terminem em outubro para dar espaço às obras do novo estádio
Previsão do governo estadual e da Andrade Gutierrez é que os serviços terminem em outubro para dar espaço às obras do novo estádio

O estádio Vivaldo Lima agora é praticamente só escombros. De acordo com o prazo estabelecido, a construtora Andrade Gutierrez, empresa responsável pelas obras da Arena da Amazônia, iniciou ontem a demolição da parte concreta (de alvenaria) do antigo estádio Vivaldão.
A previsão da construtora e do Governo do Estado é que os serviços terminem em outubro deste ano, com a retirada de todo o entulho e o rebaixamento do gramado em 2 metros para melhorar o ângulo de visibilidade. A partir de então, serão iniciadas as fundações com finalização programada para dezembro desse ano.
A expectativa é que a conclusão da Arena da Amazônia aconteça em dezembro de 2012, tempo hábil para que a capital seja uma candidata a sede da Copa das Confederações em 2013.
Para o Governo do Estado, a geração de mão-de-obra e de investimentos futuros, além da melhoria na infraestrutura da cidade compensarão todo o gasto e o impacto causados pela obra do novo estádio. Segundo o titular da Sejel (Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer), Júlio César Soares, a projeção do governo estadual é que o número de vagas geradas durante o pico da obra seja de 1.500 empregos diretos e 4.500 empregos indiretos. “Serão excelentes oportunidades para os trabalhadores da construção civil se profissionalizarem”, afirmou Júlio César.
Questionado sobre as greves do setor e o risco de atrapalharem as obras, o secretário afirmou que a construtora Andrade Gutierrez está se organizando para não ter problemas com a falta de mão-de-obra no estádio. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, as contratações terão início logo após o serviço de demolição do estádio. Entre as funções mais ofertadas estão cozinheiro, pedreiro, armador, carpinteiro, operador de máquinas, encanador, eletricista, motorista, servente, mecânico de máquinas e bombeiro hidráulico.
“É preciso vencer cada etapa relacionada às obras da Copa. Neste momento avançamos quanto ao estádio, mas o projeto para receber esse evento é complexo e exige rigor absoluto em todas as etapas”, observou Júlio César. O próximo passo é a licitação do monotrilho, marcada para 9 de agosto.
Para o economista e consultor, Junior Mourão, cabe ao Governo do Estado criar ações para utilizar da melhor forma a Arena da Amazônia, evitando que o empreendimento se torne um ‘elefante branco’. “Como o próprio nome diz, a arena deve ser de multiuso, para que sirva não só para o futebol, mas para o desenvolvimento desportivo e turístico do Amazonas”, avaliou. Segundo o economista, como a cidade tem poucos pontos turísticos, o novo estádio pode ser um forte atrativo para os turistas em visita à Manaus.
A construção da nova arena está orçada em R$ 500 milhões, dos quais cerca de 75% serão financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o restante virá dos cofres estaduais. O empréstimo do banco oficial ainda não foi aprovado.

Ministro diz que Brasil terá estádios pequenos

De acordo com o Portal 2014 (www.copa2014.org.br), o ministro do Esporte, Orlando Silva, disse na África do Sul que o Mundial a ser ralizado no Brasil em 2014 terá estádios pequenos e será dividido em quatro regiões operacionais.
O governo quer estádios com a capacidade mínima exigida pela Fifa para o torneio, ou seja, 40 mil lugares. Em entrevista coletiva no sábado, 10, Silva disse que os estádios brasileiros para o Mundial precisam respeitar a média de público normal do país e as exigências da federação de futebol. Apenas os estádios que receberão jogos da abertura e da fase final da Copa de 2014 é que devem ter maior capacidade. Segundo o ministro, não se deve construir um estádio em Brasília com capacidade para 70 mil pessoas e depois nunca mais conseguir lotá-lo. Orlando Silva lembrou que a divisão dos países-sede em regiões já é tradicional durante as Copas para facilitar chegadas e saídas e a concentração das seleções.

Municípios vão poder gastar além dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal

As contas públicas, protegidas pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) há dez anos, devem sofrer os impactos da preparação brasileira para a Copa do Mundo. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará um decreto no dia 19 autorizando as 12 cidades-sede a ultrapassarem os limites pré-determinados pela legislação federal.
A mudança permitirá o endividamento da cidade e diminuirá a burocracia para a aprovação de obras públicas. Para isso, o Governo Federal vai declarar um período de exceção de quatro anos à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Com o decreto, o município poderá ter um endividamento duas vezes maior que toda a sua arrecadação. A LRF limita o gasto a 60% do total arrecadado.
Em maio, Lula já havia sancionado uma lei de isenção de impostos para a Fifa no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015. Estima-se que a federação de futebol e suas parceiras deixem de pagar cerca de R$ 900 milhões em impostos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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