Vivo anuncia prejuízo de R$ 59,5 mi

Em: 30 de julho de 2008
O resultado financeiro da empresa apresentou uma despesa de R$ 100,2 milhões ante R$ 116,1 milhões no período de abril a junho do ano passado
O resultado financeiro da empresa apresentou uma despesa de R$ 100,2 milhões ante R$ 116,1 milhões no período de abril a junho do ano passado

A holding Vivo Participações anunciou ontem um prejuízo de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre deste ano. Em 2007, no mesmo período, a empresa havia registrado perdas de R$ 65,1 milhões.
No primeiro semestre, a holding revelou lucro de R$ 196,7 milhões, contra um prejuízo de R$ 41,7 milhões registrado na primeira metade do ano passado. No mesmo período, os investimentos triplicaram, passando de R$ 607,3 milhões para R$ 1,827 bilhão.
O balanço da empresa apresenta os resultados de 2007 e do primeiro trimestre deste ano já combinado com os números da Telemig Celular, cujo controle foi adquirido no início de abril por R$ 1,23 bilhão.
A receita líquida obtida pela operadora totalizou R$ 3,791 bilhões no segundo trimestre, um acréscimo de 12,1% sobre o resultado em idêntico período de 2007. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 879,3 milhões, um incremento de 16% sobre o segundo trimestre do ano passado.
Os custos operacionais atingiram R$ 3,647 bilhões, em um aumento de 12,1% sobre o segundo trimestre do ano passado.
O resultado financeiro da empresa apresentou uma despesa de R$ 100,2 milhões ante R$ 116,1 milhões no período de abril a junho do ano passado.

Base de clientes

A base de clientes passou de 33,786 milhões no final do primeiro semestre do ano passado para 40,345 milhões no final de junho deste ano, sendo que as adições líquidas (novos clientes menos desligamentos) mais que dobraram, num aumento de 135%.
A Vivo, no entanto, perdeu participação de mercado (market-share) no perío­do -de 31,7% para 30,4%-, enquanto a taxa de desconexão passou de 2,5% no segundo semestre de 2007 para 2,6% no mesmo período deste ano. E o chamado Arpu, que mede o consumo mensal do usuário, caiu de R$ 29,9 para R$ 28,8 entre os dois trimestres.
A empresa, no entanto, logrou reduzir o custo de aquisição de novos clientes, de R$ 104 por usuário para R$ 86 no segundo trimestre deste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar