You Tube se transforma em ­vitrine de currículos na web

Em: 8 de janeiro de 2009
Famoso por dar a anônimos seus 15 minutos de fama, o site de vídeos You Tube desponta agora como uma ferramenta para conseguir emprego
Famoso por dar a anônimos seus 15 minutos de fama, o site de vídeos You Tube desponta agora como uma ferramenta para conseguir emprego

Famoso por dar a anônimos seus 15 minutos de fama, o site de vídeos You Tube desponta agora como uma ferramenta para conseguir emprego. Internautas em busca de ­trabalho têm usado o site para divulgar videocurrículos, em que falam de sua for­mação, objetivos e experiências ­profissionais.
No Brasil, ainda são poucos os que se aventuraram pelos caminhos da autoapresentação digital, mas em países da Europa, o videocurrículo já foi incorporado ao processo de recrutamento de grandes empresas. Atenta a isso, a prefeitura da cidade espanhola de Sevilha instalou cabines especiais nas agências de emprego para que os candidatos possam gravar seus vídeos.
No mercado europeu também existem empresas especializadas –como a portuguesa meetmycv.com– que dão consultoria e fazem a produção e edição dos vídeos. Por aqui, ainda vale o bordão de “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Foi assim que o gestor de vendas Rogério Martins, morador de Goiânia, gravou seu videocurrículo e o colocou na internet.
“Percebi que mandava ­muitos currículos, quase todos sem ­retorno. Pensei então em fazer algo diferente”, contou. Martins procura uma vaga de vendedor e colocou o endereço do vídeo nos currículos enviados às ­empresas, além de divulgar o link em sites de relacionamento. Em pouco mais de uma semana, ele disse ter sido chamado para três entrevistas.
A consultora do Idort/SP (Instituto de Organização Racional do Trabalho) e psicóloga organizacional, Rosana Bueno, disse que é preciso ter muito cuidado com o conteúdo do vídeo. “É necessário um planejamento e saber quais pontos serão destacados. A imagem transmitida deve ser estritamente relacionada à função a ser desempenhada”, recomendou.
Para a consultora, diferentemente de uma entrevista pessoal, no videocurrículo o entrevistado não tem a chance de se adaptar ao interlocutor. “Você nunca saberá quem está vendo seu vídeo e a imagem pessoal começa antes mesmo de se abrir a boca”, afirmou Rosana.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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