Zen-pop, com a monja Coen

Em: 12 de dezembro de 2018
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Se a época, agora, é para se falar de amor, perdão e compreensão, então a dica são as duas palestras que a monja Coen Roshi fará em Manaus, nos dias 13 e 14, quinta e sexta-feira, às 19h30, no Novotel. Os ingressos já estão quase todos esgotados. O evento está sendo organizado pelo Instituto Amor.

Cláudia Dias Baptista de Sousa, a monja Coen Roshi, é hoje um ícone do desenvolvimento espiritual contemporâneo e vem ganhando adeptos em todo o mundo. Mas, antes de tudo isso, ela estudou em escola pública; andou com os artistas mais pops do Brasil (como os Mutantes); tornou-se jornalista; viveu a ditadura; experimentou drogas e chegou a ser presa em uma cadeia na Suécia – aonde, acredite se quiser, encontrou a meditação.

Eram os primeiros passos na direção da alternativa de vida, pacifica e revolucionária, que tanto buscava.

Fundadora da comunidade Zen Budista do Brasil, em 2001, com sede em Pacaembu/SP, ela viaja por todo o Brasil realizando palestras. Em sua missão, espalha palavras inspiradoras, seja com suas palestras ou nos breves vídeos que circulam nas redes sociais. Dos 71 anos de vida, 34 deles são monásticos e a serviço da evolução espiritual da sociedade.

No Brasil, monja Coen Roshi é missionária oficial da tradição Soto Shu do Zen Budismo, com sede no Japão. Foi ordenada monja em 1983 e viveu 12 anos no Japão antes de retornar ao Brasil em 1995. Após fundar a Comunidade Zen Budista, em São Paulo, passou a orientar diversos grupos no Brasil. Participa de várias atividades públicas promovendo o princípio da não violência e da cultura da paz.

Livros serão autografados
Nas duas palestras da monja, em Manaus, ela abordará: no dia 13, quinta-feira, das 19h30 às 21h30, o poder do amor, do altruísmo, da compaixão e os benefícios da prática de meditação para o encontro do equilíbrio em nosso cotidiano. No dia 14, sexta-feira, no mesmo horário da noite anterior, serão compartilhadas as técnicas da meditação Zen Budista, além do desenvolvimento de uma conversa sobre a meditação como terapia na medicina complementar em dias de extrema ansiedade, estresse e depressão em nossa sociedade atual. Após as palestras, haverá uma sessão de autógrafos para quem desejar adquirir os livros de Monja Coen.

Dia 15, sábado, das 8h às 10h, será realizado um café da manhã com a monja, na panificadora Eliza Festas, quando ela fará um ‘talk-show’ sobre felicidade e acontecerá mais uma sessão de autógrafos. Os ingressos para essa sessão extra ainda estão disponíveis no site do Instituto Amor (www.institutoamor.org.br) e já incluem o buffet livre e um livro autografado.

Os livros da monja Coen, vendidos durante suas palestras, são: ‘Viva Zen’, ‘Sempre zen’, ‘Palavras do darma’, ‘A sabedoria da transformação’, ‘108 contos e parábolas orientais’, ‘O monge e o touro’, ‘O sofrimento é opcional’, ‘Zen para distraídos’, ‘O inferno somos nós’, com Leandro Karnal, e ‘A monja e o professor’, com Clóvis de Barros Filho.

Os valores arrecadados nos três dias de evento serão integralmente destinados às ações do Instituto Amor e do mosteiro da monja. Informações: 9 9371-3331 – Instagram: @instituto.amor e @nabi.monteiro.

A violência sempre existiu

Em entrevista ao Jornal do Commercio, monja Coen adiantou algum dos temas que discutirá em suas palestras.

JC: A Sra. acha que o mundo está mais violento a cada dia, ou sempre foi assim desde o princípio?
MC: Parece estar mais violento, porque vemos a violência ao vivo, no nosso celular, mas a violência sempre existiu.

JC: Como conseguir ter paz nos tempos atuais?
MC: A paz interior pode ser acessada através do autoconhecimento, mas você precisa buscar esse auto conhecimento.

JC: O que faz o homem se tornar mau? Ou ele já nasce mau?
MC: Há correntes de pensamentos diferentes, que o ser humano nasce bom e a sociedade o corrompe; ou que há seres humanos que nascem com características perversas. Na verdade nascemos com certas características genéticas e estas podem ser estimuladas, ou não. Ninguém é mau o tempo todo.

JC: Por que meditar é importante?
MC: Meditar é uma das funções da mente humana e se for desenvolvida leva ao auto conhecimento, que conduz à sabedoria, que liberta todos os seres.

JC: Como curar os grandes males da atualidade: ansiedade, estresse e depressão?
MC: Ansiedade, estresse e depressão são doenças psíquicas que precisam de tratamento com especialistas.

Curiosidades de uma monja

 O vídeo em que a monja fala sobre ‘caminhos tortos’ foi visto mais de 1 milhão de vezes.

 A filosofia defendida por Monja Coen está refletida ao longo de sua trajetória pessoal. Antes de se tornar adepta do budismo, Cláudia Dias Baptista de Souza, como era chamada, morou no Japão, casou-se aos 14 anos de idade, teve uma filha e foi abandonada pelo marido.

 Prima de dois ex-membros dos Mutantes, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, Monja Coen costumava ir de moto para a casa de Rita Lee, em São Paulo. Por isso, saber que a Monja Pop acordava, colocava Pink Floyd na vitrola e começava a meditar é um grande incentivo para quem deseja dar os primeiros passos neste universo.

 Foi presa por porte de LSD na Suécia. Na prisão, era poupada nas brigas violentas por ter uma cicatriz na orelha (adquirida ainda criança) e mentia que havia sido uma briga de faca. Então, era respeitada

Instituto Amor
O Instituto Amor é formado por pessoas voluntárias que, unidas no altruísmo e na prática do amor incondicional, propiciam promoção social para comunidades indígenas ribeirinhas na Amazônia, que se encontram momentaneamente em situação de extrema vulnerabilidade social. O Instituto tem como missão fazer, na prática, a efetiva mudança que quer ver no mundo, promovendo nas comunidades indígenas ribeirinhas atendidas: amor, fraternidade, solidariedade, oportunidade, caridade, amparo, acolhimento, dignidade, conhecimento, respeito, troca de saberes, num intercâmbio mútuo que beneficia a todos os envolvidos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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