Telespectadores das diversas denúncias de corrupção, pagamentos indevidos e a total falta de ética para condução dos anseios da população. Nos deparamos com oradores dos mais diversos tipos, alguns eloquentes em seus discursos; alguns com conteúdo, outros não; alguns que levam as pessoas ao total convencimento do que fala, outros que não convencem nem mesmo a si.
O mundo do trabalho nos apresenta excelentes profissionais com ótima formação, estrategistas por assumirem riscos e obterem resultados, todavia algumas habilidades não são desenvolvidas ou aperfeiçoadas, como é o caso da comunicação.
Percebo frequentemente em reuniões, eventos ou qualquer outra atividade, que aqueles que os conduzem não estão preparados para falar em público, independente do conteúdo e da quantidade de pessoas que participam e os escutam.
Nesta semana quero compartilhar com você, amigo leitor, algumas sugestões que venham contribuir para melhorar seu desempenho em sua oratória.
Comunicação, a arte de falar em público
Oratória é o mesmo que eloquência. É uma palavra latina que significa orar, falar, argumentar, discursar, declamar, convencer, gerando assim a comunicação.
A maior parte das pessoas, no ato da comunição, vivencia o medo de falar em público.
Podemos ressaltar, porém, um exemplo interessante: o primeiro grande orador depois de Cristo foi Demóstenes, um homem que possuía um problema sério de dicção, mas graças ao seu esforço desmedido, venceu e se tornou conhecido no mundo inteiro pela sua fantástica oratória.
Não é o caso de nos tornarmos uma referência na prática de falar em público. Falamos de coisas menos espetaculares, como por exemplo, discursar para meia-dúzia de pessoas numa reunião e, perante essa pequena platéia, vender uma idéia ou entrar em uma discussão.
No mundo atual do mercado de trabalho, onde a concorrência se faz presente, e cada vez mais acirrada, carreiras podem ser destruídas caso a dificuldade de falar em público não seja contornada.
Dados de uma pesquisa realizada com 10 mil australianos mostram que um terço dos entrevistados prefere a morte do que falar em público.
Esperamos que você, leitor, não tenha chegado a este ponto. Por outro lado, provavelmente você já deve ter vivenciado alguma situação na qual quis desaparecer quando soube que teria de fazer uma apresentação, ou ficou calado para não ser notado em uma reunião com medo de ter que dar a sua opinião, ou, ainda, recusou convites que seriam importantes para a sua carreira.
Ao identificarmos este medo, temos que enfrentá-lo, pois é a melhor forma de impedir que ele atrapalhe seu desenvolvimento profissional.
Duas notícias:
aA má: vencer este medo é fundamental para você ter probabilidades de sucesso.
aA boa: é possível dominar este medo e até fazê-lo trabalhar a seu favor. Falar em público é um oficio que se aprende.
O discurso
Sua estrutura é a seguinte:
1.Introdução: O propósito da introdução é despertar a curiosidade e fazer suspense, ganhar a atenção da platéia, fazer uma pequena transição lógica para entrar no assunto principal. A mesma deve ser sempre curta, pois a verdadeira essência do discurso deve estar dentro do corpo do discurso. O orador não deve nunca pedir desculpas, justificar-se, dar explicações de seus defeitos ou limitações. Isso não é humildade. A platéia não vai respeitá-lo e ainda pode perguntar: “o que é que você veio fazer aqui?”
2.Desenvolvimento (ou corpo do discurso): É a parte mais importante do discurso. O orador vai passar aos ouvintes o que realmente está pretendendo. Divida seu discurso em três ou, no máximo, quatro partes. O que você realmente deseja registrar na memória de seus ouvintes? –aqui está o assunto principal. Utilize exemplos, historietas, fatos; o auditório vai entender melhor.
3.Conclusão: Uma boa conclusão é muito importante. Uma boa e atraente conclusão pode salvar um discurso. O término de um discurso não deve apresentar nenhuma dúvida, hesitação. As palavras finais devem se







